Da Inclusão de Tuor entre os Noldor

Tuor e Idril moravam com os remanescentes de Gondolin e Doriath nas fozes do rio Sirion.

Tuor vendo a velhice chegar construiu com a ajuda de Círdan seu barco Ëarráme, a Asa do Mar.

Então ele e Idril partiram em direção a Valinor, pois Tuor tinha em mente a idéia de pedir perdão aos Valar para os noldor que tanto amava e ajuda para homens e elfos na guerra contra Morgoth.

 
Muitos dias e noites eles navegaram a procura das costas da Terra sagrada, enfrentando tormentas e desafios de toda espécie, mas o barco não virou, pois Ulmo, o Vala e Uinen a Maia, controlavam a fúria de Ossë para que nada de mau acontecesse aos dois.

Depois de vários dias de tormenta, eis que Tuor avista uma ilha ao longe, essa ilha era Tol Erëssea, a ilha solitária.

Nesse dia, Ulmo se encontrava em conselho com os Valar e se aproveitando disso, Ossë cumprindo a ordem dos Valar de que barco algum a não ser o barco do escolhido poderia navegar naquelas águas, tornou o mar revolto, com ventos fortíssimos e ondas gigantescas.

Grande foi o trabalho de Tuor para tentar estabilizar seu barco, quando as coisas pareciam melhorar, Ossë mandou uma onda gigantesca que partiu o barco, deixando Tuor e Idril a mercê de suas próprias sortes.

Enquanto isso, quando viu o que Ossë fazia, Uinen foi avisar a Ulmo o que estava acontecendo, Ulmo rapidamente saiu do conselho, e foi resgatar Tuor e Idril.

Tuor nadava a procura de Idril, quando se faz ouvir a trompa de Ulmo, o senhor das Águas, montado em sua carruagem.

Ulmo resgata Idril e Tuor levando os em sua mão e repreende Ossë por seu feito.

Ulmo então levou Tuor e Idril a Valinor, onde todos os Valar se encontravam em reunião.

Ulmo levou Tuor ao círculo da lei, para lá, na frente dos poderes, ele pedir perdão para os Noldor.

Então quando lá chegou, Tuor falou de tudo que havia acontecido e tudo o que estava acontecendo, como alguns anos mais tarde, Ëarendil seu filho faria.

E Tuor pediu perdão para os Noldor e ajuda para elfos e homens que habitavam a Terra Média..

Quando Tuor terminou de falar, Manwë se levantou e disse:

- Antes de conceder perdão aos Noldor, ou mandar ajuda, repreendo Ulmo, pois ele sabe de que homens estão proibidos de vir a Valinor.

Mandos então fala:

- E lhe digo que os Valar não darão ouvido a suas suplicas pois tu não és o escolhido por Ëru para falar pelas duas famílias, mas saiba que de tu sairá a salvação de elfos e homens. Deverás um homem pisar nas terras imortais e continuar vivo? O próprio Ilúvatar deu ordens contra isso, pois aos edain ele concedeu o desprendimento de Arda.
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Então Ulmo, já ficando impaciente fala:

- Terão coragem vós, os mais sábios de Arda castigar alguém com tão nobre missão?

Então Manwë se levanta e diz:

- Como líder dos valar designado pelo próprio Ilúvatar, dou minha sentença: Tuor terá o direito de ser incluído entre os noldor que tanto ama, mas quando chegar a batalha final, e Erü for julgar a todos, o castigo dado aos noldor rebeldes também cairá sobre ti, Tuor filho de Huor.

Então Tuor que até então estava calado fala:

- Aceito tal castigo, mas peço humildemente a vós, poderes de Arda, que tal punição não caia sobre meus descendentes.

- Aceito teu pedido, Tuor, filho de Huor, mas lhe digo que em breve teu filho terá de fazer a mesma escolha que nesse momento tu fizeste.

E assim Tuor foi o único dos edain a ser incluído entre os elfos.