O julgamento de Ulmo

Após  Ulmo interferir varias vezes na vida dos povos habitantes da Terra-Média e principalmente quando interferiu a vida de  Tuor e o aconselhou vários Valar não concordaram com seu ato e acharam que devia ser punido, assim sendo,  Ulmo foi convocado para ser julgado.

No dia marcado para o julgamento Ulmo não compareceu, ele havia ido o mais distante possível do local do julgamento para se aconselhar com Iluvatar.

 

 

- Oh Senhor! Que achas que devo fazer? Creio eu que se comparecer a esse julgamento serei considerado culpado e serei gravemente punido.

- Punido você será se permanecer aqui. Certamente todos lá agora estão praticamente certos de que você se considera culpado e não tem coragem de admitir.

- Mas o que devo fazer para não ser considerado culpado?

- Apenas diga o que achar conveniente e correto, certamente Manwë o julgará corretamente.

E assim Ulmo retornou a Valinor e pediu para que remarcassem seu julgamento, e foi aceito.

Manwë o Vala que haveria de Julgar Ulmo também foi aconselhar-se com Iluvatar, ele foi o mais distante possível da ilha de Valinor, para ter certeza de que não seria espionado por ninguém.

- Iluvatar já deve saber do incidente com Ulmo, acha que ele é culpado?

- Manwë ouça o que todos têm a dizer, principalmente Ulmo, depois análise o que cada um disse e de seu julgamento. Mas antes disso você não há de julgar quem está certo ou errado, seja ele quem for.

- Mas senhor, eu acredito que Ulmo não conseguira vencer os outros Valar, pois o ato dele de certo modo não foi totalmente correto.

- Não foi totalmente correto, mas certamente também não foi errado, senão de certo ele não o teria feito.

- Irei esperar o dia do Julgamento, mas não acredito que Ulmo sairá sem ser punido.

Manwë voltou a ilha de Valinor e não conseguia parar de pensar no que aconteceria se Ulmo fosse julgado culpado.

O dia do Julgamento chegou, todos compareceram para ver o que aconteceria com Ulmo, e Julgamento iniciou-se com os Valar que achavam que Ulmo era culpado dizendo o que eles achavam.

- Quando criamos essa ilha todos nos Valar havíamos dito que nunca mais interferiríamos na vida dos povos habitantes da Terra-Média, e este Valar que está sendo julgado quebrou esse dito, e por muitas vezes aconselhou-os, deve ser castigado para parar de ajuda-los.

- Tudo que fiz ate hoje foi aconselha-los para seu bem, e não me lembro de tem sido proibido de fazer-lhes o que seria bom para eles. – Respondeu Ulmo.

- Para o Bem ou para o Mal nos havíamos jurado que nunca mais os ajudaríamos, e que viveriam a própria sorte.

- Todas as pessoas as da quais aconselhei há todas o meu conselho sempre, de modo direto ou indireto, foi para ajuda-los a vencer Melkor, o Vala renegado. – Disso Ulmo.

- E também havíamos jurado nunca mais dizer esse nome nesta ilha, e que autoridade acha que tens para quebrar duas de nossas regras de uma vez?

- Tenho a mesma autoridade que você, mas não tenho medo de dizer o nome Melkor nesta ilha, pois o que não dizem seu nome certamente é porque tem medo de seu portador. – Respondeu Ulmo.

- E este humano do qual aconselhei, era parente distante de Beren, se não se lembram ele, beren, junto com Luthien que tiraram uma das Silmarils da Coroa de Melkor, assim enfraquecendo-o, e tenho certeza de que Tuor terá um papel muito importante na guerra contra Melkor, talvez não ele em pessoa, mas sim seu filho, que nascerá em breve. – Disse Ulmo

Após Ulmo dizer isso muitos cochicharam algo, alguns agora haviam mudado de lado e defendiam Ulmo dizendo que era inocente, mas a maioria ainda continuava contra ele e queria que fosse punido.

- Como pode ter certeza de que esse humano ajudará na derrota de Melkor?Sendo ele o que é não poderá nem passar pelos portões de Angband.

- E não passará, nem Tuor nem seu filho chegaram a entrar em Angband, mas certamente algo ele fará para que Melkor possa ser derrotado por enquanto. – Disse Ulmo.

Novamente algumas pessoas mudaram de lado, mas a grande maioria ainda estava contra ele.

- Mas se ele não passar pelas portas de Angband como derrotará Melkor? Pois ele não sai mais de lá, e acredito eu não sairá a pedido de um nobre humano para lutar.

- Mas ele lutará, não com Melkor, mas com um de seus vassalos, e também não será apenas lutando que ele ajudará para que Melkor seja derrotado. – Respondeu Ulmo.

- Seja como for que ajude, creio que mesmo sem você interferi-lo esse homem faria isso que você diz que acontecerá, agora o creio que Manwë deve dar seu julgamento e dizer se você estava certo, ou Errado!

- E precisarei de alguns dias para dar meu julgamento, vocês devem esperar, logo eu direi o que o que deve ser feito.

Logo após o julgamento Manwë foi rapidamente consultar Iluvatar para ver o que deveria ser feito.

- Iluvatar, você deve ter assistido o julgamento, ajude-me não sei o que fazer.

- Manwë você sabe o que deve fazer, mas tem medo de dizer isso na frente de todos, pois eu também vejo que o filho desse homem chamado Tuor ajudará para que Melkor seja aprisionado, você apenas tem medo de dizer a todos que Ulmo seja inocente, pois todos pensaram que você também acha correto quebrar nossas regras e também anda interferindo na vida dos povos da Terra-Média.

- Então direi a todos meu Julgamento e que o aceitem bem, pois esse será o julgamento de Manwë, o mais poderoso dos Valar, e meu julgamento raramente falha.

- Que assim seja, vá agora e diga a todos o que você pensa.

E no mesmo dia Manwë disse seu Julgamento na frente de todos.

- Talvez muitos aqui não concordem como o que eu direi agora, mas mesmo não concordando, deve se conformar e não mais contradizer o que houve. Eu me aconselhei com Iluvatar, e nem eu nem ele achamos de que Ulmo deve ser julgado como culpado, pois nos dois previmos que o filho desse homem o qual ele aconselhou realmente ajudará para que Melkor seja vencido, e assim sendo Meu Julgamento é que Ulmo não é culpado e não será punido, mas que isso não se repita.

Após Manwë dar seu julgamento todos permaneceram em silêncio, pelo que parecia todos haviam aceitado o julgamento de Manwë e não haveriam mais de questionar o que Ulmo havia feito.