The Lady of Gondor – Parte 01

A Senhora Misteriosa

Arathain tinha acabado de parar em acampamento a fim de descansar seus homens para a longa viagem que eles ainda teriam que percorrer a cavalo. Acabara o trecho em que eles viajariam de barco, e havia cavalos a sua espera em um vilarejo próximo. Eles teriam de caminhar por 15km até que chegassem a esse vilarejo, que se chamava Sinael. Iam com calma, pois naqueles tempos não havia mais guerra e o povo já conhecia bem a paz. Mas isso não impedia Arathain de ficar bem vigilante em relação a ruídos noturnos. Ainda mais se você vive na boa e velha Terra-média.
Eles já estavam na região próxima à floresta de Lothlórien, às margens do Grande rio Anduin. Em Lórien, Arathain tinha passado grande parte de sua infância, em meio a suas muitas belezas e, apesar de poucos saberem que eles ainda habitavam a Terra-média, a floresta de Lórien ainda possuía elfos. E Arathain sabia disso.

 

Crescera no meio destes, já que sua mãe fora do povo dos eldar, mas esta decidiu abandonar a vida imortal por amor a seu pai. Uma bela história de amor na família… bem, mas era por isso que Arathain vivera parte de sua vida neste refúgio élfico, onde aprendeu a arte do arco e flecha, aprendeu a lutar com uma espada como ninguém, aprendeu a diferença entre o bem e o mal e falava a língua élfica quase que tão bem quanto os próprios elfos.
Era exatamente isso que Arathain estava refletindo agora, mas de repente sentiu a estranha sensação na nuca que ele sentia quando estava sendo observado. Parou e com um movimento rápido olhou para trás, sua mão direita pegando a espada na bainha. Não viu ninguém, mas mesmo assim tirou sua espada, Andúril, da bainha. A Espada brilhou a luz da lua, que teve seu brilho aumentado pela magnitude e glória passada nas mãos de seu antepassado, Isildur e de seu pai, Aragorn. Mesmo assim, nada apareceu.

“Deve ser um animal ou algo assim…” pensou Arathain se realmente fosse um animal Arathain devia guardar sua querida espada e posicionar o arco. Foi isso que ele fez. Procurou no mato por mais alguns segundos, mas mesmo assim, nada conseguiu ver. Poderia também ser um elfo… mas elfos raramente saíam à noite, a não ser quando estão vigiando ou guardando alguma coisa… Seria muito bom e ao mesmo tempo muito estranho se ele encontrasse com Rassell, seu amigo de infância, que ele não via há muito tempo. Mas Arathain não podia imaginar o que levaria Rassell pra fora da floresta durante a noite.

— Arathain? Arathain, é você que está aí? — uma voz gritou do acampamento
— Sim, sou eu, Bill… O que houve?
— Nada de importante, senhor, é que você sumiu… fiquei preocupado… E pra que o arco? — perguntou Bill, surpreso. Arathain que não havia percebido que ainda segurava o arco em posição, guardou a flecha e colocou o arco para trás
— Acho que ouvi um bicho… ou… alguma outra coisa…
— Espero que não tenha sido uma outra coisa… vá descansar, meu amigo. Amanhã sairemos cedo do acampamento e não queremos um líder sonolento… Seu pai me mandou ficar de olho em você…
— Não sei se preciso de vigia, Bill, mas mesmo assim acho que seria bom ter um guardião mais experiente que eu por perto…
— Mais experiente, mas não melhor… sempre com modéstia… você se parece muito com seu pai.
— Vou considerar isso como um elogio…
— Não há elogio maior, meu amigo. Vamos. — insistiu Bill
— Vou ficar um pouco mais, Bill. Quero olhar as estrelas. — mentiu Arathain.
— Os elfos não vão aparecer, meu caro. Não adianta esperar. Sei que é isso que você quer realmente ver.
— Sempre muito esperto. Mesmo assim, quero ficar mais um pouco.

Bill se foi, embora mesmo assim continuasse relutante em deixar seu futuro Rei sozinho em uma noite como aquela. Arathain se afundou em seus pensamentos sobre os elfos e ficou ali por mais algum tempo, refletindo sobre o Belo Povo. Infelizmente, não vira nenhum naquela noite. Voltou então ao acampamento, onde apenas alguns de seus homens ainda estavam acordados em volta das fogueiras, conversando, como típicos homens de Gondor.

Arathain se deitou e foi dormir. Teve um sonho muito estranho. Sonhou com Númenor. Sonhou com os Homens de Antigamente e toda a sua majestade e glória. Sonhou também com sua cidade, Minas Tirith, todo o reino de seu pai que um dia seria o seu reino. Sonhou que toda Gondor caia, deixando-o marcado na história como Arathain, o pior de todos os reis, aquele que deixou Gondor cair na escuridão.

No dia seguinte, acordou preocupado. Já havia ouvido histórias de reis que sonhavam com o futuro. E se aquilo fosse realmente verdade? O que poderia ele fazer para mudar o destino?
Chamou todos os homens para se aprontarem para partir. Estes assim o fizeram, antes mesmo do desjejum.

— Vamos parar no meio do caminho à Sinael. Não quero ficar por aqui…
— O que você viu ontem à noite, Arathain? — perguntou Bill, quando eles já estavam na estrada — Posso ver que tem algo te preocupando…
— Não vi, mas sonhei. Sonhei com a queda da Cidade Branca. Sonhei com uma escuridão que caía sobre Gondor.
— E creio que você tenha pensado que os Reis de Antigamente tinham premonições através de sonhos… — indagou Bill
— Exatamente. Parece besteira, mas estou muito abalado.
— Não creio que sobrou na Terra-Média nada que possa derrubar Gondor. A glória de Antigamente foi reerguida por seu pai. Você irá mantê-la, meu jovem. Não se preocupe com isso.
— É difícil não me preocupar, Bill. Muito difícil, mas vou tentar…

Andaram até a metade do caminho, quando pararam para o Café da Manhã. Tiraram as comidas das mochilas e armou-se uma barraca, onde os mais idosos pudessem ficar guardados do sol. Arathain, apesar de ser jovem, ficou embaixo da barraca também. Estava pensando em seu sonho. Lembrou-se de que também tinha sonhado com o Grande Mar.
De repente, ouviu alguém chamando-o:
— Arathain, Tem uma mulher aqui que diz que quer falar com você… — disse Amonrath, um de seus homens.

Arathain levantou-se e achou realmente muito estranho o fato de uma mulher estar procurando-o em plena estrada ao vilarejo de Sinael. Mesmo assim foi ver o que a tal mulher queria. Quando a viu, mesmo de longe, achou-a ainda mais estranha, já que debaixo daquele sol escaldante a mulher vestia um manto que lhe tampava o rosto e o cabelo. Alem disso. Sua roupa era toda cinzenta, o que poderia ser tomado como uma espécie de camuflagem, o que já era motivo para o guardião desconfiar dela. Mesmo assim, decidiu ir.
— Em que posso ajudá-la? — perguntou Arathain
— Então você é o líder desses homens? Esperava alguém mais velho… — disse a mulher, com uma voz um tanto arrogante
. Agora de perto, Arathain podia ver que ela possuía olhos muito azuis e profundos.
— Esta mulher pediu para falar como líder do acampamento. Não nos disse seu nome… — sussurrou Bill
— Fique quieto, Bergil, filho de Beregond. Não fale de coisas que você não entende.— disse a mulher — Ficou espantado porque eu sei seu nome? Ninguém te chama assim há muitos anos, não é verdade? E não se espante por isso… sei de coisas muito mais importantes. E você… — continuou a mulher, encostando a mão no ombro de Arathain — mostre-me — sussurrou ela
— Te mostrar o que, minha senhora? — perguntou Arathain
— Não entendo… mas acho que devia perguntar seu nome… — continuou a mulher
— Não lhe direi meu nome até que você me diga o seu… Já sabe da vida de meu amigo. Estamos em desvantagem. — rebateu o capitão
— Ora, ora… então você me trata como um adversário. E eu não tenho certeza se realmente sou sua adversária. — disse a mulher, jogando o manto que lhe tapava o rosto. Mesmo assim, continuou com a capa cinzenta. Arathain pôde ver que era uma donzela, de mais ou menos 25 anos. Muito bonita e com a pele um pouco queimada pelo sol. Tinha aparência de ser descendente dos edain, assim como o próprio Arathain. — Sua desvantagem diminuiu, chefe de andarilhos. Agora estaria esse cavalheiro disposto a me dizer seu nome?
— Não, ainda não. Ver seu rosto não prova nada, além do fato de ser descendente dos edain. Isso para mim não é o suficiente.
— Vejo que estou conversando com um estudioso das tradições… então provavelmente não é apenas um líder de andarilhos… é um estudioso das tradições antigas… ou quem sabe um Guardião, como seu amigo Bergil? Vejo pelos seus olhos que estou progredindo… então que estranho… Dois Guardiões m um só grupo de homens… têm certeza de que ainda não quer me dizer seu nome, senhor Guardião?
— Não enquanto você me der mais detalhes sobre você e o que quer comigo.
— O Guardião é um típico homem de Gondor… Talvez com alguma descendência de edain… é muito direto, para ser diferente… — continuou a mulher, parecendo estar adivinhando tudo aquilo sobre Arathain — Já percebi, meu Senhor que minhas deduções não o farão mudar de idéia tão cedo, e eu não tenho tempo para te persuadir um pouco mais, então terei que apelar para o modo mais difícil. — logo após isso, ela tirou uma longa faca de sua manga e que um segundo depois estava no pescoço de Arathain — Ninguém se mexa! — gritou ela, logo após de Bergil ter tirado sua espada da bainha.
—Guarde isso, Bergil. Não quero pânico. Se alguém se mexer a garganta de seu líder se tornará um rio de sangue. Saiam todos da barraca, agora.
Todos obedeceram. Ninguém pensou em tentar salvar Arathain, pois sabiam que a desconhecida não sabia com quem estava lidando e logo poderia mata-lo sem saber o mal que estaria fazendo ao seu povo, pois não havia dúvida de que ela tinha traços de uma mulher de Gondor. Traços físicos, pois nenhum deles jamais tinham visto uma mulher apontar uma faca no pescoço de um homem. Nenhuma mulher usava capa cinzenta. Ela tinha um gênio muito estranho, pensaram todos.
Dentro da cabana, já trancada, a mulher amarrou Arathain e cantou com uma canção élfica:

A Elbereth gilthoniel,
silivren penna mírel
o menel aglar elenath
Na-chaered palan-dírel
o galadhremmin ennorath
Fanuilos, le linnathon
nef aear, sí nef aearon!

— Uma canção para Elbereth! Essa canção é comumente cantada pelos elfos! — disse Arathain, que inexplicavelmente estava reconfortado com a canção
— Ontem à noite você esperava ver elfos. Achei que se eu mostrasse que falo a Língua Antiga, você ia confiar mais em mim. — disse ela, encolhendo os ombros
— Não confio em ninguém que põe uma faca em minha garganta. Por que você simplesmente não me diz quem você é? Não seria isso uma razão maior para eu passar a confiar em você? Ou isso seria uma razão para eu não confiar em você? — indagou Arathain
— Muito inteligente. Mas fique tranqüilo, você pode, e deve confiar em mim. Mas infelizmente ainda não posso dizer nada antes da saber melhor quem você é. Escute, eu preciso de sua ajuda. Preciso encontrar Aragorn. Você o conhece? Você é Aragorn?
— Eu? Eu não… ele é o Rei de Gondor, mas é mais conhecido por seu nome élfico: Elessar. Todos sabem onde encontrá-lo…
— Aragorn é o Rei? Acho que houve um engano… Pensei que ele fosse um Guardião…
— Ele foi , antes de se tornar Rei.
— Então você o conhece? Quero dizer, é claro que você conhece, já que sabe de sua vida antes de ser rei… você poderia me ajudar a chegar até onde ele está? — disse ela.
— Não se você não me disser quem você é. Vamos fazer uma troca de favores: você me diz quem você é e eu te digo quem eu sou. Dependendo de sua resposta te ajudo a chegar até o Rei. E para isso, você terá que me dizer o porquê de você querer ver Vossa Majestade. — sugeriu Arathain
— De acordo. Mas como posso ter certeza de que você fará tudo isso somente se eu te disser quem eu sou?
— Se você for uma pessoa que julgo confiável, pode ter certeza de que cumprirei minha palavra. — rebateu Arathain, neste momento, a mulher olhou em algo no seu braço
— Prefiro que me diga primeiro quem é você. Prometo que, depende da resposta, irei soltá-lo ou contarei quem eu sou e porque preciso ver Aragorn. — disse ela, ainda olhando algo por baixo da manga
— Vou acreditar em você, embora esteja fazendo exatamente o que fui ensinado para não fazer. Sou Arathain, filho de Aragorn. Quem é você?

Bergil não sabia o que fazer. Era o filho do Rei que estava lá. O velho Guardião já vira muitas coisas, inclusive o tempo da Guerra do Anel quando ele era somente uma criança… mas o que Aragorn iria pensar se ele dissesse que seu sucessor foi apanhado por uma mulher? O Rei iria provavelmente pensar que ele não era mais um Guardião tão bom quanto fora antigamente. Seu pai foi bom com seu Supremo, o Regente Faramir. Bergil tinha falhado: falhado em proteger Arathain e falhado em esconder sua identidade.
— Temos que fazer alguma coisa. Temos que entrar e salvar Arathain daquela mulher. Ela pode mata-lo a qualquer instante lá dentro, sozinha com ele.
— Vamos, Bill… você não acha que Arathain pode sair de lá no momento que ele quiser? Por favor, ela é somente uma mulher com uma faca. Arathain possui Andúril, A Espada Que Foi Reforjada com os fragmentos de Narsil. Você não acha que se ele quisesse já teria acabado com a moça há algum tempo atrás? Ele quer a confian&
ccedil;a dela, quer saber quem ela é. — disse Amonrath
— Uma espada com história não tem valor se a pessoa que a usa não sabe usa-la, meu caro. — rebateu Bergil — Além disso, ela também tem uma espada. Eu a vi por baixo do manto.
— E você está sugerindo que Arathain não saiba lutar bem com Andúril? Ele já até te venceu muitas vezes… — continuou Amonrath — que chances uma mulher teria?
— Mesmo assim. Ela deve tê-lo amarrado. Como ele se soltaria? — continuou Bergil. — além disso, Arathain não bateria em uma mulher, mesmo que ela tenha colocado uma faca em seu pescoço.
— Eu sei que ele não a machucaria. Mesmo porque ela é muito bonita… — Amonrath falou — Se eu fosse o senhor, Bill… ou devo chamá-lo de Bergil?
— Tanto faz… mas só me chame de Bergil enquanto estivermos acampados: nunca na estrada. Quando for me gritar também, me trate por Bill… mas o que você ia dizendo? — disse Bergil
— Que se eu fosse você, iria lá para ver ou melhor, para ouvir o que eles estão falando. Se houver qualquer problema, o que eu acho muito improvável, você pode ajudar. Então, serão dois guardiões contra uma mulher. Seria uma vitória impossível por parte dela. Eu mesmo iria ouvir atrás da porta se não fosse tão atrapalhado…
— Ouvir atrás de portas? Ora, Amonrath, não acho isso uma boa idéia. Acho que vou apontar minha espada para ela e mandar ela soltar Arathain. — disse Bergil
— Não é uma atitude típica de um Guardião, e isso irá surpreender a forasteira…
— Então é exatamente isso que irei fazer — e dizendo isso, ele saiu em direção à barraca.
— Filho de Aragorn? — perguntou a mulher — Quantas surpresas: primeiro, pego um Guardião de surpresa, sem sua arma. A Segunda é que este guardião é o futuro Rei de Gondor… A Terra-Média é realmente muito imprevisível…
— E então? Quem é você e o que quer com meu pai? — insistiu Arathain
— Você cresceu com os Elfos, na floresta de Lothlórien. Você esperava vê-los ontem à noite. Mas não viu… só ouviu algo entre o mato alto, e imaginando que era um bicho, trocou a espada pelo arco. Se não tivesse tirado Narsil da bainha, eu teria te feito essas perguntas sobre teu pai ontem à noite. Pela rapidez com que você tirou a espada da bainha, achei que eu não conseguiria surpreende-lo. — disse a forasteira, com os olhos fechados
— Então era você… mas você ainda não me disse nada sobre você, nada além de que esteve me espionando ontem à noite. — continuou o futuro Rei
— Meu nome não é importante agora… mas pode me chamar de Ancaw… é um apelido… mesmo sendo filho de Aragorn, como você alega ser, não tenho certeza de que posso confiar em você.
— Espere, você não está cumprindo sua parte do trato. Neste caso sou eu é quem terei que tomar uma medida drástica. Sou eu que terei que apelar para o modo mais difícil. — ameaçou Arathain
— Não tenho dúvidas de que se você realmente quisesse se soltar e lutar comigo, você poderia fazer isso. Se metade do que Gandalf diz sobre seu pai for verdade e se você tiver aprendido a lutar com ele, você talvez até me vença em uma luta de espadas, o que é realmente muito difícil e é um feito que só um homem conseguiu até hoje.
— Pode ter certeza de que só estou ouvindo sua historinha por pura curiosidade mórbida. Mas você fala sobre Gandalf, o Branco. Se uma palavra que você disse em sua última fala for verdade, significa que você não nasceu na Terra-Média, e sim que você chegou aqui pelo Grande Mar, o que prova que minha suposição sobre sua descendência Edain estava certa. — disse Arathain, se soltando do pano que o amarrava e tirando Andúril da bainha. — mas duvido, forasteira Ancaw, que por melhor que você seja com a espada, duvido muito de que hoje você sairá daqui sem sua segunda derrota.
— Um desafio! Percebo que só agora você se revelou, senhor Arathain, filho de Aragorn. — disse Ancaw, também tirando sua espada da bainha. Era uma espada élfica, curvada com várias inscrições na língua eldar — mas acho melhor que essa luta ocorra longe deste acampamento. O futuro rei não iria querer perder um duelo de espadas na frente de seus homens. Conheço uma boa clareira que seria excelente para tal duelo.
— Uma boa estratégia para me tirar da frente de meus homens, mas não vou cair nela tão facilmente. — disse Arathain — por que você não me diz quem você é?
— Bergil está vindo. Em cinco minutos ele estará aqui dentro. Se você quiser duelar, estarei em uma clareira próxima a Sinael. Vá a cavalo. Te espero lá ainda hoje, a uma hora antes pôr-do-sol. — e dizendo isso, Ancaw se foi. Arathain tentou segui-la, mas quando saiu, ele não pôde mais vê-la, pois ela entrou no meio do capim alto.
— Arathain! Arathain! — O que foi, Bergil?
— A Elbereth! Você está bem!
— Por que eu estaria mal?
— E a feiticeira, onde está?
— Ela não á uma feiticeira. É uma mulher desesperada… precisava de ajuda com comida. Tinha uma família inteira para alimentar e nada para dar-lhes…
— Então como ela sabia de meu verdadeiro nome?
— Vai ver ela te conheceu quando você ainda utilizava seu antigo nome…
— Ela é jovem de mais para tanto…
— As aparências enganam, meu amigo. Nunca se esqueça disso… Nada é o que parece… Agora vamos, quero chegar em Sinael antes do Pôr-do-sol. Continuaremos a viagem amanhã de manhã.