Cruachan

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O Cruachan é uma banda bastante interessante. Trata-se de um som que

 

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O Cruachan é uma banda bastante interessante. Trata-se de um som que mistura black metal com música folk, num cenário onde reinam mitologia e deuses celtas, fatos históricos do passado da Irlanda… Enquanto uma música traz batidas explosivas com vocais ásperos, a próxima é uma balada melódica com vocais femininos ou até uma mistura dos dois… Enquanto isso, você, ao pular de faixa, depara-se de repente com um instrumental recheado de canto de pássaros e ritmo lento…. Tudo isso é Cruachan. Mas o que isso tudo tem a ver com Tolkien? Bem, é escutando Cruachan que encontramos a resposta à esta questão. Primeiro, toda o clima de flautas, as batidas, o som mágico das harpas… Tudo isso traz à mente lembranças de nossa Terramédia. Além dessa musicalidade, a banda traz em suas letras alguns contos tolkienianos, a exemplo da música “Sauron”, do EP Ride On, que cita os balrogs, o Um Anel, orcs e, claro, Mordor. Isso sem falar na música ” The Fall Of Gondolin”, do primeiro àlbum, cuja narrativa é totalmente baseada nos escritos do Silmarillion, contanto magicamente, através do peso, da atmosfera negra de batalha, a história da Queda de Gondolin.

[b]Biografia[/b]

A banda Cruachan nasceu em 1992, por Keith Fay, após o fim de “Minas Tirith”, banda de doom/black metal com pequenas influências folk e que existia desde 1989. John Fay e John Clohessy foram recrutados à medida que outros membros iam saindo (Jay Brennan, Leon Bias, Aisling Hanrahan, Joanne Hennessy, Steven Anderson, Jay O Neill, Steven Coleman, Declan Cassidy e Paul Kearns dentre outros). Com uma grande paixão pela música, história e mitologia celta, eles procuraram incorporar este sentimento em suas letras e músicas, numa escala nunca vista antes.

No final de 1993 o Cruachan decidiu gravar uma demo, chamada Celtice difundindo seu estilo único de música para o mundo. Tocando uma variedade de instrumentos tradicionais e convencionais, mais um bocado de canções originais, a demo foi bastante elogiada ao redor do mundo e conseguiu a atenção de várias gravadoras (uma delas, a “Nazguls Eyrie Produtions” da Alemanha). A banda decidiu trabalhar com este selo no início de 94. O motivo desta escolha foi a liberdade que a “Nazgul” dava aos pessoal da banda. Eles gravaram seu debut “Tuatha na Gael” no início de 95, lançando-o logo em seguida na Celtic Feast of Beltaine.

“Tuatha na Gael” era composto de black metal interlaçado com melodias celtas, fazendo com que as pessoas se apaixonassem por este velho som. O único ponto negativo deste álbum é sua produção pobre devido à falta de tempo de gravação. Apesar disso, foi uma experiência de aprendizado e a banda adquiriu muitos adeptos ao redor do mundo. O álbum tornou-se, de longe, o número um de vendas para o selo, apesar dos cds não terem sido reabastecidos nem muito menos divulgados em larga escala. Como resultado, muita gente que leu os excelentes reviews não puderam pôr as mãos nele.

A banda entrou em estúdio novamente no início de 97 e gravou um cd promocional de 4 faixas com uma novidade: uma cantora folk (Aisling). O novo material estava muito mais direcionado ao heavy metal, com o detalhe de que este cd tinha sido produzido apenas para gravadoras.

O Cruachan tocou ao vivo durante o período de 95 a 97 e assim como sua música, seus shows ao vivo eram algo único, com um conteúdo verdadeiramente celta – vestidos em trajes celtas historicamente apuradas, com bandeiras de guerra, autênticas roupas celtas de batalhas, espadas, escudos, etc… Tudo para criar uma atmosfera real de batalhas medievais. A reação do público nos shows sempre foi excelente.

O selo “Century Media Records” da Alemanha mostrou interesse no trabalho da banda em 1997. O Cruachan então, largou o N.E.P. e passou para a Century Media. Logo em seguida, porém, a banda desistiu do acordo, pois eles acharam que o selo não lhes oferecia liberdade e tinha muito controle sobre a composição do material. Mas a Century não alteraria o contrato de forma alguma, assim, eles logo pularam fora.
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Cruachan continuou escrevendo e tocando, não só para o shows de rock/heavy metal mas em festivais celtas, com atores renomados internacionalmente, e para uma variedade de público. Devido a problemas de cunho pessoal, em 1997 a banda deu uma parada. Todos os membros continuaram tocando, só que numa escala bem menor que antes. Mas, assim como a fênix resurge das cinzas… também o Cruachan resurgiu… Em janeiro de 99 Keith e John Fay decidiram retomar os trabalhos, pois os fãs continuavam escrevendo, pedindo um segundo álbum.

O “Hammerheart Records” da Holanda foi a gravadora seguinte. Em outubro de 1999 eles assinaram contrato e iniciaram o trabalho de gravação de seu segundo CD entitulado “The Middle Kingdom”. Este, foi lançado logo em seguida, em junho de 2000.

Em 2002 surge o cd Folk-Lore, até agora o álbum que recebeu as melhores críticas, tanto por parte da mídia quanto por parte dos fãs. Lançam o sigle Ride-On, música que os colocou em evidência pelo mundo.

Pagan é o nome do novo álbum, lançado em Abril de 2004. O álbum vem obtendo boas críticas, inclusive pela sua [url=http://forum.valinor.com.br/gallery/albums/userpics/10006/normal_pagan_art_large.jpg]bela capa[/url], pintada por John Howe, famoso por suas pinturas de O Senhor dos Anéis.

O Cruachan combina rock/metal moderno com música irlandesa tradicional, mas há muito mais que apenas isto: elaboradas peças clássicas, velhos tons medievais etc. Eles também usam instrumentos bem mais raros que um simples teclado ou sampler. O uso destes instrumentos adiciona um elemento de curiosidade nos shows ao vivo: a habilidade de cada membro de tocar uma variedade de instrumentos esquisitos. Alguns destes instrumentos são: Tin Whistle (que é um apito, instrumento clássico irlandês, com o som semelhante ao de um passarinho), Irish Flute (flauta irlandesa, cujo som é mais doce que a flauta comum), Bódhran (um antigo tambor feito com pele de bode, onde se toca com uma baqueta de duas cabeças), Gaitas de Fole escocesa, Harpa, e o Bouzouki (um banjo usado na música irlandesa).

O estilo original do Cruachan pode ser classificado como black metal, mas a banda vem optando por um som heavy metal mais convencional, apesar das influências black serem ainda bastante evidentes. Com uma proposta atual de promover o respeito pelo mundo através dos ideais pagãos, despertando o senso de identidade histórica, eles crêem que às vezes é preciso olhas para trás para poder ir adiante. Eles próprios se consideram uma banda de “bardos dos tempos modernos” ou apenas “contadores de histórias”, que contam os velhos mitos celtas e lendas de seu próprio passado, ou as sagas de duros tempos e rebeliões pelas quais a Irlanda passou, através da música medieval. Para simplificar… O Cruachan são realmente contadores de histórias…. nem mais nem menos.

[url=http://www.valinor.com.br/kb.php?mode=article&k=327&o=1]Letras das Músicas[/url]

[b]Discografia:[/b]
Tuatha Na Gael (1995)
The Middle Kingdom (2000)
Folk-Lore (2002)
Pagan (2004)

[b]Line Up:[/b]
Karen Gilligan: Vocais, Percussão.
Keith Fay: Guitarras, Vocais, Teclado, Bouzouki, Banjo, Bodhran, Bandolin, Percussão.
John OFathaigh: Flauta Irlandesa, Tin Whistle, Low Whistle, Recorder.
John Clohessy: Baixo, Backing Vocals.
Joe Farrell: Bateria, Percussão.

Site Oficial: [url=http://www.cruachan.cjb.net/]http://www.cruachan.cjb.net/[/url]