Antes dos Numenoreanos Virem

As coisas na Terra Média mudaram radicalmente como resultado da Guerra da Fúria. A Guerra durou cerca de 42 anos , começando no ano 545 da Primeira Era e terminando no ano 587. Durante esse tempo vastas áreas da Terra Média- Beleriand, as distantes terras setentrionais, o mar interior de Helcar – foram destruídas ou mudaram de forma. Em Morgoth`s Ring Cristopher Tolkien apresenta um até então inédito ensaio do seu pai que reflete os motivos das várias forças no Silmarillion. Na primeira e segunda partes do ensaio JRRT esclarece como Melkor reduziu-se gradualmente ao se encarnar

[como Morgoth] permanentemente. Ele fez isso para controlar o hroa, a “carne” ou matéria física , de Arda. Ele procurou se identificar com ela. Um procedimento maior e mais perigoso, embora de feição similar às operações de Sauron com os Anéis. Assim, fora do Reino Abençoado, toda “matéria” tendia a possuir um “ingrediente Melkor”, e aqueles que tinham corpos, nutridos pelo hroa de Arda, possuíam, como ela própria uma tendência, pequena ou grande, de seguirem Melkor [1]: nenhum deles era completamente livre dele em suas formas encarnadas, e seus corpos tinham um efeito sobre seus espíritos”.

 

Essa notável conclusão [ em si própria nada além de uma premissa para conclusões posteriores abordadas mais tarde no ensaio] foi decidida ou talvez ponderada por Tolkien no fim dos anos cinquenta ou no início doa anos 60, menos de dez anos depois da publicação do Senhor dos Anéis e é aproximadamente contemporânea com os textos que formaram a base para muito do Silmarillion como foi publicado. Ë, portanto, razoável aceitar a explicação que segue a citação feita acima como o motivo por detrás da relutância dos Valar em agir diretamente contra Melkor no Silmarillion [ na forma com que foi publicado]:

Mas dessa forma, Morgoth perdeu [ ou trocou ou transmutou] a maior parte dos seus poderes “angélicos”, de mente e espírito, enquanto adquiria um terrível controle sobre o mundo físico. Por essa razão, ele tinha que ser combatido, principalmente por força física, e uma enorme ruína material seria a provável consequência de qualquer confronto direto com ele, vitorioso, ou não. Essa é a explicação principal da constante relutância dos Valar em entrar em combate aberto contra Morgoth. A tarefa e o problema de Manwë eram muito mais difíceis do que os de Gandalf. O poder relativamente menor de Sauron estava concentrado ; o vasto poder de Morgoth estava disseminado. Toda a Terra Média era o Anel de Morgoth, não obstante, de momento, a sua atenção estivesse principalmente concentrada no Noroeste. A menos que tivesse êxito rapidamente, a Guerra contra ele poderia muito bem transformar toda a Terra Média num caos, possivelmente até mesmo Arda inteira. É fácil dizer: “é o dever e função do Rei mais Velho governar Arda, e tornar possível para as Crianças de Eru viverem nela sem serem molestadas.


Mas o dilema dos Valar era esse: Arda só poderia ser liberada por uma batalha física mas o provável resultado de tal batalha seria a ruína irreparável de Arda”…

Portanto, na realidade, o ataque contra Morgoth, teria que se iniciar com um assalto sobre a própria Terra Média. Morgoth teria sido capaz de usar a própria terra para enfrentar a Hoste de Valinor, .E os Valar teriam que destruir a terra com o fito de minar a força de Morgoth. Então faz sentido que a Hoste de Valinor chegasse o mais distante para o Norte quanto fosse capaz, o mais próximo de Angband quanto fosse possível..Eles estariam evitando a maior parte da força disseminada de Morgoth. Mais importante do que isso, eles estariam mais perto da encarnação física de Morgoth , a qual era, essencialmente, o objetivo da Guerra deles.

A Guerra das Jóias, para todos os intentos e propósitos, terminou com o assalto contra Gondolin. Os Elfos nunca mais organizaram uma campanha contra Morgoth e ele nunca mais tomou qualquer medida direta contra eles. Com a Queda de Gondolin, os elfos foram reduzidos para três pequenos e inócuos agrupamentos: Ossiriand, onde uns poucos Feanörianos tinham se refugiado com os Elfos-verdes, Arvenien, onde refugiados de Doriath e Gondolin estabeleceram uma nova colônia com alguns dos Edain; e Balar, onde fugitivos de Hithlum [ Sindar como Annael], Nargothrond, e das Falas criaram uma colônia depois da Nirnaeth Arnoediad.

Muitos outros elfos vaguearam através de Beleriand, exilados ou Avari, ou foram escravizados em Angband .Alguns desses elfos, pode-se supor, eventualmente alcançaram Arvenien, e a partir de lá prosseguiram para Balar. Mas quando os Feanorianos destruíram Arvenien no ano 538, um número significativo de Elfos morreu. A população élfica de Beleriand foi reduzida ao seu menor tamanho. Dos Feanorianos, do povo de Balar e dos elfos de Ossiriand eventualmente provieram os Eldar que estabeleceram o reino de Lindon na Segunda Era.

Mas Gil-galad e Círdan devem ter de alguma forma se reconciliado com os Feanorianos remanescentes durante os três anos finais da Primeira Era. Isso deve ter ocorrido no tempo que os Elfos abandonaram Balar. A ilha teria afundada ou Gil-galad e Círdan simplesmente sentiram que era hora de retornar para o continente agora que Morgoth se fora? Nós nunca saberemos.

Os Edain de Estolad também migraram para o leste, mas eles se fixaram em Lindon ao longo da nova linha costeira. Nos Contos Inacabados a terceira nota de “Aldarion e Erendis” diz que os Numenoreanos acreditavam “que os homens deixados para trás descendiam dos homens perversos que, nos últimos dias da guerra contra Morgoth, haviam sido chamados por ele do Leste". Os Edain de Beleriand devem, portanto, ter perdido toda memória dos seus antigos parentes no leste, e essa perda implica que todos os seus mestres de sabedoria devem ter perecido nas guerras. As gerações que cresceram na escravidão devem ter aprendido muito pouco das suas origens, e os elfos, provavelmente, poderiam ter muito pouco a dizer a eles.

Essa divisão dos Edain teve um efeito profundo sobre suas culturas. Quando os Numenoreanos voltaram para a Terra Média no ano 600 da Segunda Era “eles viram homens que poderiam ter caminhado em Númenor sem serem reconhecidos como estrangeiros salvo por suas roupas e armamentos.”. Para os Edain de Eriador os Numenoreanos “pareciam antes com senhores Élficos do que homens mortais em comportamento e vestuário”. Os primeiros Edain haviam recebido as boas vindas em Númenor pelos Eldar de Tol Eressëa, sobreviventes de Beleriand, que presentearam os Edain com muitas dádivas e que ensinaram a eles novos conhecimentos. Mas os Edain haviam sido tutelados , também por Eonwë na Terra Média.

De fato, os Edain viveram em Lindon p
or cerca de 35 anos antes deles começarem a viajar através do Oceano, e em The Peoples of Middle Earth é dito que a migração para Númenor demorou pelo menos 50 anos.. Então os Edain de Lindon migraram através do Oceano entre o ano 32 da Segunda Era e o ano 82, aproximadamente. Durante esse tempo ele foram tutelados pelos Valar e ensinados por Eonwë e talvez por outros Maiar. .Mas eles parecem não ter tido contato com seus parentes no leste.

A primeira frota a rumar para Númenor consistiu de pelo menos 150 navios, talvez contasse até mesmo 300.Cada um era comandado por um dos marinheiros de Círdan, que, presumivelmente, retornaram para Lindon quando sua viagem foi concluída. Alquém pode se perguntar o que teria sido feito dos navios quando os Elfos terminaram de transportar os Edain através do mar .Alguns , sem dúvida, foram usados para viajar para Tol Erëssea, mas o restante deve ter sido incorporado à nova economia de Lindon Os navios eram pequenos, comportando entre 30 e 40 passageiros com utensílios e animais. Pode-se indagar quanto tempo terá levado para os Elfos contruírem os barcos? Círdan teve que treinar novos marinheiros?

Como os Edain deixaram Lindon os Anões de Belegost começaram a abandonar Ered Luin e a migrar para Khazâd-dum. Estes Anões muito possivelmente reforçaram os Anões Barbaslongas [ O povo de Durin] em suas novas guerras com os Orcs, que vindos da ruína de Angband , pareciam numerosos para o Povo de Durin .Se uma razão para a migração dos Anões deve ser procurada, é de se supor que os Barbaslongas convidaram os Anões de Belegost a se lhes juntarem como resultado das invasões dos Orcs.

Contudo,a migração dos Anões deve ter empobrecido Eriador, Os Edain devem ter tido Elfos Nandor para comerciar, mas poucos Anões. Então pode ser que seu desenvolvimento cultural tenha prosseguido através de diferentes caminhos em relação àqueles dos Edain das Terras Selvagens muitos dos quais se tornaram aliados dos Anões e se beneficiaram do comércio feito por eles. Ao que tudo indica uma diferença entre os [ principalmente ] Edain “Beorianos” de Eriador e os [ em sua maioria ] Edain “Marachianos” das Terras Selvagens foi o uso de cavalos. Os Marachianos usaram cavalos ainda em Beleriand, mas os Beorianos parecem não tê-los utilizado. Os Edain de Eriador fixaram residência nos Montes de Evendim, nas Colinas Setentrionais, nos Montes do Tempo, e nas terras entre eles tão distante para o oeste quanto o rio Baranduin. De acordo, tanto com o Contos Inacabados quanto com o The Peoples of Middle Earth, os Edain algumas vezes vagaram nas terras além do Baranduin mas aquele era um país élfico e eles não permaneceram lá.

Os Elfos que residiam entre Baranduin e Lhun devem ter sido Nandor em sua maioria. Os Noldor se fixaram em Forlindon com Gil-galad e Elrond . Esses eram provavelmente em sua maioria descendiam dos Noldor de Gondolin e do povo de Angrod [ da região setentrional de Nargothrond], muitos dos quais tinham fugido para Balar. Quase nenhum dos Noldor de Hithlum deve ter sobrevivido à Nirnaeth Arnoediad, ou, se eles o fizeram, devem ter sido escravizados. Então os Noldor restantes devem ter derivado do punhado de Feanorianos que sobreviveram à terceira Matança entre Famílias e de quaisquer refugiados que escaparam à queda de Nargothrond.

Muito embora o povo de Círdan tenha se estabelecido nos portos gêmeos de Mithlond, os Sindar de Doriath e os Elfos verdes de Ossiriand fixaram-se em Harlindon. Mas muitos desses Elfos eventualmente migraram para o leste , para os Vales do Anduin. Tolkien diz apenas que eles partiram " antes da contrução da Barad-dûr" [ que Sauron iniciou por volta do ano 1000]. Muitas pessoas acreditam que a migração sindarin deve ter ocorrido antes dos Noldor fundarem Eregion [ circa 700-750] . Porque Sauron começara a agir contra os Elfos por volta do ano 500[ aparentemente instigando homens do leste a molestarem os Elfos]. É possível que as migrações sindarin o levaram a fazer alguma coisa.[ é de se notar que em um esboço primitivo do Conto dos Anos da Segunda Era , a migração Sindarin coincidiu com a migração Noldorim para Inladris e Eregion.]

As populações em Lindon aumentaram e elas provavelmente cresceram tão rapidamente quanto as populações de Beleriand haviam crescido. Quer dizer, entre a reconciliação dos Noldor em Beleriand no início da Primeira Era e a Dagor Bragollach, os Noldor e Sindar aumentaram consideravelmente suas populações. Um período comparável de tempo sem qualquer intrusão dos Orcs como os que ocorreram ocasionalmente durante o Cerco de Angband teve lugar entre a partida e o retorno dos Numenoreanos.

O reino de Gil-galad, consequentemente, deve ter se tornado mais rico e poderoso. Os marinheiros de Círdan devem ter continuado a singrar os mares. Por que não? Eles tinham os navios, tinham a perícia. Tolkien nunca disse que eles visitaram Aman, mas a região norte de Aman, pelo menos teria estado facilmente dentro do seu alcance. E não teria sido uma jornada muito longa viajar de Númenor para Tol Erëssea enquanto eles estavam conduzindo os Edain através do Oceano .Em algum ponto o povo de Gil-galad travou contato com os Edain de Eriador. Esses homens , pensando que seus primos ocidentais tinham sido destruídos, nunca perguntaram a respeito deles quando visitavam os elfos. E os Elfos , tendo perdido contato com os Numenoreanos, nunca pensaram em informar o povo de Eriador que alguns dos seus parentes haviam sobrevivido. Se nós supormos que em média uma geração dos Edain, durava 25-30 anos, então houve cerca de 24 a 29 gerações entre o povo de Eriador depois que Estolad foi abandonada até os Numenoreanos retornarem para a Terra Média.

Aparentemente não houve interação entre esses Edain e os Homens de Minhiriath, os quais os Numenoreanos vieram a chamar os Gwathuirim .O povo de Haleth em Brethil tinha se originado desse povo, e eles também eram pertencentes aos Edain, mas falavam uma língua diferente daquela dos Beorianos e Marachianos. Os homens de Bree, muitos milhares de anos depois, descenderam dos Gwathuirim, mas parece que Bree não foi fundada até algum tempo depois da Guerra dos Elfos e Sauron. Os povos de Eriador devem ter estado relativamente isolados durante os primeiros séculos da Segunda Era. Os Elfos se mantiveram principalmente além do Baranduin mas eles eram amigáveis com os Edain. Gil-galad seguiu a política dos reis Eldarin de Beleriand em manter uma separação entre Elfos e Homens. Não havia uma Guerra da qual se falar que poderia tê-los unido. Os Elfos devem ter se tornado mais internalizados, aprimorando sua civilização até que a população e a perspectiva de comercio com Khazâd-dum se tornaram grandes o suficiente para desencadear as migrações para o leste.. Os Gwathuirim viveram sossegados em suas florestas. No Leste, os Anões e seus aliados Edain erigiram uma grande civilização. Mas a menção ocasional de interação sugere qu
e uma vasta rede de comunicação de algum tipo existiu entre todos esses povos. Gil -galad, eventualmente, ouviu rumores de algum poder negro que era hostil a Elfos e Homens .Quando os Barbaslongas descobriram Mithril os Noldor decidiram estabelecer uma colônia em Eregion para iniciar o comércio com Khazâd dum, e o relacionamento entre os dois povos foi tão forte que os Anões escavaram um túnel por todo o caminho através das montanhas para criar um portal ocidental para o uso dos Elfos.

A questão de quando esta rede se formou pode nunca ser solucionada. É possível que os Anões sempre preservaram seus antigos contatos, e que pelos primeiros séculos da Segunda Era eles trouxeram notícias entre o leste e o oeste, Elfos, Anões e Homens. Pode ser que os Nandor que perambulavam por Eriador eventualmente fizeram contato com o reino de Gil-galad e levaram notícias em direção ao oeste. E, talvez, os próprios Edain comerciaram livremente uns com os outros e com os Anões trazendo notícias e riqueza para o oeste proveniente de Khazâd-dum.

Nós sabemos que doze Edain foram corajosos o suficiente para encontrar Vëantur e seus Numenoreanos no ano 600. E nós sabemos que os Edain de Beleriand tinham mantido pelo menos um grande conselho onde seus líderes se reuniam para debater a guerra com Angband. Pode ser que conselhos similares fossem ocasionalmente feitos entre o povo de Eriador, e que os doze homens fossem líderes ou chefes de diversas tribos ou clãs. Um conselho de chefes de Eriador pode implicar que os Beorianos e Marachianos tinham desenvolvido uma cultura sofisticada, cooperando uns com os outros em tempos de necessidade. Tal confedereção de povos teria sido suficientemente forte para desencorajar ou rechaçar invasões e pode explicar por que os Easterlingues e Orcs não se fixaram no centro de Eriador, e por que os Gwathuirim não foram mais para o norte do que a orla das suas florestas.

O encontro com Vëantur sugere que o povo de Eriador falava a mesma língua ainda que essa língua, em mais de 700 anos tivesse se distanciado do Adunaic dos Numenoreanos. Então a inferência de que os Edain de Eriador tivessem mantido ou desenvolvido uma unidade cultural é forte. Eles teriam trocado livremente estórias e canções, retiveram as mesmas tradições e memórias, praticavam os mesmos costumes, e provavelmente continuaram com o antigo costume dos Edain de casarem seus filhos e filhas [ aos menos entre seus chefes com famílias de outras comunidades a fim de estabeler ou preservar vínculos fortes.

Esse Edain enterravam seus mortos em montes, e muito possivelmente, residiam em cidades e vilas fortificadas, criando ovelhas e bois e [ muito provavelmente, no caso dos poucos Marachianos em Eriador] cavalos. Eles devem ter sido principalmente fazendeiros e lenhadores, conservando um pequeno grupo de manufatureiros. Eles deveriam ter sido ávidos por conhecerem novas técnicas e artigos para o comércio através dos Numenoreanos. Aos Numenoreanos eles devem ter parecido muito com seus ancestrais em Beleriand, e Eriador deve ter proporcionado a aventureiros como Aldarion um vislumbre do passado.

Notas do tradutor:

[1] Ao contrário do que Michael Martinez sugere, os Valar não vieram eles próprios para a Terra Média na época da Guerra da Fúria como o haviam feito no tempo da Guerra dos Valar quando Utumno foi destruído e Melkor levado cativo pela primeira vez. Nessa ocasião, eles optaram por enviar um grande grupo de Maiar [cujo número não pode ser estimado mas que poderia corresponder ao de um exército], que era liderado pelo arauto de Manwë, Eonwë [ muito provavelmente o mais poderoso de todos os Maiar] e contando com o auxílio dos elfos Vanyar e dos Noldor que ficaram em Beleriand.

[2] Estas notas esclarecem muitas das sugestões e idéias feitas por Tolkien no capítulo da Narn i Hîm Húrin do Contos Inacabados [ a ser publicado este ano no Brasil], "As Palavras de Húrin e Morgoth".

[3] O mar de Helcar foi criado no fim da Era das Lâmpadas com a destruição causada pela queda de Iluin e uma das suas baías era justamente o lago de Cuiviénen onde os elfos despertaram.

Os mapas encontrados nos seguintes links darão uma idéia aproximada da sua localização relativa na Primeira e Segunda Eras, sendo que, no caso do segundo mapa, ele fornecerá uma noção das terras então existentes nas regiões outrora situadas em Helcar.

A comparação entre os mapas elucidará ao leitor a natureza das transformações ocorridas entre a Primeira e a Segunda Era [ tornando o texto traduzido mais transparente] e fornecerá dados para o cálculo aproximado das posições relativas de todas as localidades geográficas da mitologia tolkieniana.

Primeira Era de Arda

 

Tradução de Paulo ´Ilmarinen´ Lages