Lá e de Volta Outra Vez: As Férias de um Hobbit – Parte 1

Apresentação:

O grupo Heren Quentaron está de volta com um novo projeto que será desenvolvido em capítulos ao longo dos próximos meses. Mas diferente do que você leu em "A Guerra do Anel & Suas Datas", que contou a saga de O Senhor dos Anéis, este não será narrativo. Viemos com "Lá e De Volta…" com a intenção de poder passar muitas análises, opiniões, curiosidades e diversas histórias sobre a obra "O Hobbit", do nosso escritor J.R.R. Tolkien.

Para começar, trazemos neste: a biografia ilustrada de Bilbo; uma breve história dos Trolls; uma galeria muito bacana de imagens; alguns mapas das trilhas percorridas; o histórico de como surgiu a história e de onde veio as inspirações. Além de muitas informações, que esperamos de coração ser bem recebido por vocês, leitores.

 

Das Datas e dos Acontecimentos:

No Conto dos Anos (Apêndice B), de "O Retorno do Rei", Tolkien nos dá os exatos dias em que os acontecimentos da Guerra ocorreram em seus respectivos meses, localizações e escalas. Mas em relação aos fatos de "O Hobbit" ele nos dá mais informações vívidas, de paisagem, do que sobre escalas ou datas. Sendo assim, os episódios deste projeto irão ser lançados baseando-se no profundo estudo que a falecida e renomada cartógrafa Karen Wynn Fonstad publicou em "O Atlas da Terra-média".

Para começar, o evento descrito por Bilbo como sendo sua "Aventura inesperada" aconteceu 77 anos antes da Guerra do Anel, isso significa, o ano de 2941 da Terceira Era. Ele que tinha 51 anos na época, nem imaginava que passaria longos meses fora de sua Toca para ir em busca de um tesouro perdido pelos anões.

Tudo iniciou-se quando o velho mago Gandalf chegou no Condado em busca de alguém disposto a participar de uma aventura lucrativa. Este com certeza era Bilbo, que o mago havia conhecido alguns anos antes. Era uma manhã do dia 25 de Abril de 2941. Bilbo fechou a porta na cara de Gandalf após uma breve conversa, mas o mago pegou seu cajado e marcou um sinal na porta redonda. Era para quando fosse voltar no dia seguinte, uma quarta-feira, não se esquecer onde esteve no meio de tantas entradas de tocas.

Nesta quarta-feira, dia 26, chegam os 13 anões enviados por Gandalf. Essa é a chamada "Festa Inesperada", pois o hobbit teve que se virar para atender os anões com tantos bolos e chás. Neste evento, eles conversam durante o dia inteiro sobre a aventura que iriam trilhar. Após muitos pratos e copos, eles vão dormir. Ao acordar, o Sr. Bolseiro começa a se perguntar se aquilo foi um sonho. Não, não foi de jeito nenhum. Apesar de não ter nenhum anão ali, a louça estava toda suja e em montes na pia.

Gandalf finalmente aparece às 10h30min, indagando ao morador da Toca quando ele iria ir. "Se tivesse tirado o pó do consolo da lareira, teria encontrado isto bem debaixo do relógio", disse o mago. É verdade! Bilbo não viu o envelope que Thorin & Cia havia deixado. Lá eles agradeciam pela hospitalidade, mas diziam que esperavam ele em pessoa pontualmente na estalagem do Dragão Verde, na localidade de Beirágua. Ele teria que partir rapidamente, pois faltavam apenas 10 minutos. Pobre hobbit, nunca vira-se saindo de casa tão desesperado, sem lenço, chapéu ou bengala!

E foi assim que ele chegou na estalagem, encontrou com os anões, montaram em pôneis e partiram. Gandalf chegou cavalgando depois, com um cavalo branco, trazendo lenços e o cachimbo de Bilbo; desse modo podemos imaginar que o mago ficou organizando os objetos do hobbit após este ter saído às pressas de sua Toca, e assim fechado a porta por um longo tempo.

Em O Hobbit, temos "[...] saindo da estalagem numa bela manhã do fim de abril [...]"; o dia que a comitiva saiu foi 27. Esta é a primeira data que Tolkien nos deu. E Karen nos explica no seu capítulo dedicado a esta aventura: "O número de dias passados na estrada entre Bolsão e Valfenda só pôde ser calculado retroativamente". Isso é, o grupo partiu do abrigo élfico no Dia do Meio do Ano, após ter ficado lá, segundo estimativa de Fonstad, 27 dias; e ter andado durante 38 dias numa marcha lenta na maior parte do tempo, mas apressada no final devido a chuva e o frio que se aproximava.

E assim, à 10,7 milhas por dia, para ser preciso, por incrível que pareça, o grupo foi andando. Lembrando que a distância entre Bolsão e Valfenda é um pouco mais que 400 milhas. Talvez até mesmo pelo ambiente inicial do livro não envolver preocupação, os anões fossem devagar em seus pôneis, cantando. E no meio deste percurso, eles toparam com a Mata dos Trolls. O cálculo do Atlas indica 29 de Maio, pois em O Hobbit há o próprio Bilbo falando "E pensar que logo estaremos em junho".

Para conferir o percurso desta aventura em Eriador, que fica entre a cordilheira das Montanahs Sombrias e as Montanhas Azuis, portanto a parte Oeste, veja o 1º mapa da imagem De Bolsão à Valfenda, no qual há a comparação, em inglês, com a aventura de Frodo e seus companheiros na época da Guerra do Anel.

Do surgimento de O Hobbit:

Afinal, de onde veio a inspiração para compor a história narrada, segundo Tolkien, descrita pelo próprio Bilbo, publicada sob o título de ‘O Hobbit’ e em que época iniciou-se? Ao que se refere o ano em que se iniciou esta aventura, nem o próprio Tolkien soube responder exatamente. Já das influências, temos muitos exemplos e alguns depoimentos.

Tudo começou quando o professor corrigia uma pilha de trabalhos de seus alunos. Eram dissertações, muitas, mas Tolkien já estava no final. Finalmente pegou mais um trabalho, mas antes de vê-lo, satisfeito por estar acabando as correções, olhou em devaneio para o chão. Havia uma mesa em frente, e em baixo, um tapete. Conta-se que tinha uma pequena falha, um buraco, nele. Daí, Tolkien voltou a si e abriu o trabalho. E lá tinha uma folha em branco. “Num buraco do chão morava um hobbit�?, ele escreveu. Bom, mas e o que era isso?

“Hobbits? Bem, você os encontra. Hobbits pela natureza, pela estatura, e Hobbits que são os dois�?, disse o professor, sorrindo, em uma entrevista áudio-visual, muitos anos depois. Mas naquela época, naquele exato dia, quando não havia nada mais que aquela frase e sequer algum manuscrito de história, era a hora de investigar para saber o que eram hobbits.

Disse o filho de Tolkien, Padre John: "Acho que Hobbit começou em 1926 ou 1927, quando fomos para Oxford e nos era contada na época do Natal em capítulos. É por isso que ela têm capítulos de aventuras. Se tivéssemos sorte, conseguíamos dois capítulos extras em cada Natal e os outros tinham que ser repetidos e eles ficavam cada vez mais longos."

Das influ&ecirc
;ncias na narrativa:

Ronald Tolkien estudou os Clássicos, o Inglês Antigo, assim como o Nórdico Antigo, Gótico, Galês e Finlandês. Ou seja, ele teve acesso a muitas histórias e contos medievais. Desde sua infância ele já se envolvia com contos onde apareciam dragões, como os de Andrew Lang. Ou, mais explícito, são os acontecimentos pessoais: sua tia Jane morava num chalé apelidado pelos moradores de ‘Bag End’ (Ponta do Bolsão), em Worcestershire.

E assim J.R.R. Tolkien foi escrevendo a história: contando aos seus filhos, e compartilhando com seus amigos de grupo, o The Inklings: C.S. Lewis, Charles Williams e outros. O autor de ‘As Crônicas de Nárnia’, Lewis, disse numa carta para um amigo seu, Arthur Greeves, o seguinte: “Desde que começou o período letivo, tenho tido momentos deliciosos lendo uma história infantil que Tolkien escreveu�? e também acrescenta algo interessante: “é exatamente o que nós dois teríamos desejado escrever (ou ler) em 1916…�?

O grupo incentivou Tolkien a continuar a história, que durante um tempo ficou esquecido nas gavetas. Nas primeiras versões, o dragão se chamava “Pryftan�?; o mago era “Bladorthin�?; e o chefe dos anões, portanto Thorin, era “Gandalf�?. Mas, afim de ter uma versão final dos nomes, num certo dia, se encontrou com Lewis onde escolheu os nomes dos anões numa coletânea de poemas antigos islandeses, o Elder Edda.

A tradição do Nórdico Antigo é usado de várias formas por Tolkien. Seus personagens anões assemelham-se aos heróis das sagas Nórdicas Antigas: são valentes, teimosos e inexoráveis em sua perseguição de vingança por danos e maldades feitos a eles. Em ‘O Hobbit’, temos uma história de vingança de anões: liderados por Thorin, a comitiva parte para buscar o tesouro roubado pelo temível Smaug.

O estudioso Aryk Nusbacher diz: "Então temos uma pequena sociedade buscando cumprir uma tarefa e há ecos dos Vikings nisso. Há ecos de todos tipos dos pequenos grupos de pessoas, especialmente mitologia Nórdica, mas ao longo da história da Europa pequenos grupos partem para cumprirem uma tarefa."

Bilbo Bolseiro:

Bilbo Bolseiro era um hobbit do Condado. Filho de Bungo Bolseiro e Beladona Tûk, Bilbo sempre havia sido um hobbit normal para os padrões do Condado, a não ser talvez por uma certa dose a mais de curiosidade.

Assim havia sido desde seu nascimento, na distante data de 22 de setembro de 2890 (1290 RC). Porém, a partir do dia em que Gandalf, Thorin e companhia bateram à sua porta, sua vida começou a mudar. Gandalf lhe "convidou" para auxiliar uma companhia de anões que tinham a missão de recuperar um antigo reino anão e seu tesouro que haviam sido tomados pelo terrível dragão Smaug.

Nessa aventura Bilbo acabaria por encontrar o Um Anel na caverna de Gollum, além de conquistar outros tesouros, como o colete de Mithril dado a ele por Thorin, e a espada Ferroada. Conquistou também fama no Condado. Nunca antes um hobbit havia agido de tal maneira, e por isso Bilbo ganhou os títulos de indiscreto, aventureiro e estranho por seus conterrâneos. Porém também ganhou o respeito dos elfos e anões e de Gandalf que passou a visitá-lo constantemente (o que só piorou sua imagem perante os hobbits do Condado).

Desde então, Bilbo passara a ter uma vida pacata, e passou a ter contato com seu sobrinho Frodo, que por ele seria adotado após a morte dos pais do jovem hobbit, que possuía então apenas 22 anos, enquanto Bilbo atingia os seus 90.

Tudo permaneceu calmo, até que chegou o aniversário de 111 anos de Bilbo (e 33 de Frodo). Após uma pomposa festa com a presença de praticamente todos os hobbits do Condado, Bilbo desapareceu, deixando Bolsão e todo seu legado (inclusive o Um) para Frodo, indo então viver em Valfenda na companhia dos elfos que tanto estimava. Lá viveu por 20 anos, a não ser por uma pequena viajem à Valle e Erebor, as terras de suas antigas aventuras.

Na Casa de Elrond ele permaneceu escrevendo sobre suas aventuras com Gandalf e os Anões e estudando a sabedoria élfica até o fim da Guerra do Anel, quando, em 3021 (1421 RC), partiu para o oeste junto de Frodo, Gandalf, Elrond, e Galadriel. Ao partir sobre o Mar, Bilbo era o hobbit mais velho de que se teve notícia, atingido os 131 anos de idade, fato que talvez se devesse um pouco à ação do Anel sobre ele.

Os relatos de Bilbo foram registrados no Livro Vermelho do Marco Ocidental, que ele deu à Frodo, o qual contribuiu com a história de O Senhor dos Anéis, e depois repassou o mesmo à Samwise Gamgi e sua família, até que o professor J. R. R. Tolkien o encontrou e publicou sob os nomes de “O Hobbit�? e “O Senhor dos Anéis�?.

Bilbo em Imagens:

Os irmãos Hildebrant, consagrados ilustradores das história de Tolkien, nos dão 2 cenas marcantes na "biografia" de vida. A primeira é "Gandalf visita Bilbo", na bela manhã de 25 de Abril. E a outra, bastante interessante, é "Bilbo em Valfenda", que refere-se à época em que o hobbit esteve hospedado na Casa Élfica escrevendo os relatos de sua viagem à Erebor, já com sua idade avançada. Repare que a perna direita de Bilbo, que fica em baixo da mesa, não apareçe; só podemos ver o contorno do pé dele. Curiosa a imagem, ela porém está como manda o figurino: Bilbo com sua jaqueta vermelha com os botões de ouro.

John Howe, outro respeitável desenhista, nos ofereçe uma imagem com traços élficos. É "Bilbo em Valfenda", com uma aparência física mais avançada que a dos Irmãos Hildebrant, mas que mantêm um sorriso simpático do hobbit. Ali vemos as janelas e decorações de Valfenda, e os escritos de Bilbo já em estado avançado de elaboração.

Mas se é para falar de cenas bem hobbitescas, então nada melhor do que a comentada festa dos 111 anos do Sr. Bolseiro. "A Festa de Bilbo", por Inger Edelfeldt, demonstra muito bem isso, com muitas crianças dançando, hobbits comendo e o Bilbo discursando. Mas também temos uma, em preto e branco, de Demétrius Surdi, com o título da ilustração escrito em runas, "A Festa de Bilbo".

E se Tolkien disse que Bilbo estava preocupado com os "Copos trincados/ Pratos partidos", então John Howe conseguiu trasmitir essa preocupação nesta ilustração chamada "Uma Festa Inesperada", pois "É isso que em Bilbo causa gemidos".

Dos Trolls:

Os Trolls foram criados por Morgoth na primeira era das estrelas, eles são serem maléficos, canibais, têm uma grande força e boa agilidade, além disso, são muito pouco inteligentes.

Melkor criou essas criaturas imitando os ents, ele invejava as criações dos Valar, portanto tentava imitá-las.Acontece que ele não conseguiu que eles se tornassem tão fortes e sábios como os pastores de árvores. A criação do Senhor do Mal tem mais um problema: não é resistente à luz. Se os Trolls entrarem em contato com a luz do sol, se transformam no material de que foram feitos, ou seja: rochas.

Posteriormente, Sauron aperfeiçoou os Trolls, criando assim a raça dos Olog-Hai. Esses trolls são resistentes à luz, espertos e mais fortes que os trolls de Morgoth.

Dentre todas essas criaturas, três chamam atenção em particular: Tom, Bert e William. Um trio de Trolls Rochosos de estatura mediana que se fixara na floresta. Esses três infelizes cruzaram o caminho da Comitiva em 2941 da 3ª Era do Sol. O que sua inteligência limitada não conseguiu lhes mostrar é que a comitiva de Bilbo Bolseiro e os anões era pequena apenas na estatura, mas grande na braveza e na astúcia.

Ao aprisionar os viajantes, Tom, Bert e William conversaram em uma espécie de idioma Westron, típico dos Trolls originais das regiões rochosas. Foi a conversa que impediu os maléficos seres de devorarem Bilbo e seus amigos, pois Gandalf, que ainda estava junto da comitiva, entreteu os três numa discussão que durou até o nascer do sol, quando o trio se transformou em pedra.

Galeria de Imagens:

Nesta seção, o leitor é convidado a conhecer as ilustrações dos diversos profissionais desta área. Todas baseadas na passagem de "Da visita de Gandalf ao encontro com os Trolls". Só que além do link para a imagem, você também verá a passagem do livro que se refere à arte.

A Colina: Vila dos Hobbits – "Os Bolseiros viviam nas vizinhanças da Colina."
"A Colina, como todas as pessoas num raio de muitas milhas a chamavam". (Capítulo I)

A visita inesperada de manhã – "Eu sou Gandalf. E Gandalf significa eu!"
"Tudo o que Bilbo, sem suspeitar de nada, viu naquela manhã foi um velho com um cajado. Usava um chapéu azul, alto e pontudo, uma capa cinzenta comprida, um cachecol prateado sobre o qual sua longa barba branca caía até abaixo da cintura, e imensas botas pretas". (Cap. I)

Visita de Gandalf – "Você usa Bom dia para um monte de coisas!"
"Se você tiver um cachimbo com você, sente-se e tome um pouco do meu fumo! Não há pressa, temos o dia todo pela frente! – E então Bilbo se sentou numa cadeira à sua porta, cruzou as pernas e soprou um belo anel de fumaça cinzento que se ergue no ar sem se desmanchar e foi flutuando sobre a Colina". (Cap. I)

Bilbo encontra Gandalf – "Estou procurando alguém para participar de uma aventura…"
"Nós somos gente simples e acomodada, e eu não gosto de aventuras. São desagradáveis e desconfortáveis! Fazem com que você se atrase para o jantar! Não consigo imaginar o que as pessoas vêem nelas – disse o nosso Sr. Bolseiro, colocando um polegar atrás dos suspensórios e soprando outor anel de fumaça ainda maior". (Cap. I)

Uma Festa Inesperada – "Multidão! Isso não soa bem…"

"Eram mais dois anões, ambos com capuzes azuis, cintos de prata e barbas amarelas; e cada um deles carregava um saco de ferramentas e uma pá. Quando saltaram para dentro, assim que a porta começou a se abrir, Bilbo não ficou nem um pouco surpreso" (Cap. I)

Gandalf chega batendo – "Alguém estava batendo com um cajado!"

"Bilbo correu pelo corredor, muito zangado e totalmente desnorteado e desconcentrado – era a mais estapafúrdia quarta-feira de que ele se lembrava. Abriu a porta com um solavanco e todos caíram para dentro, um em cima do outro. Mais anões, mais quatro! E gandalf estava atrás, inclinando-se sobre seu cajado e rindo." (Cap. I)

A Festa Inesperada – "Se eu digo que ele é um ladrão, isso é o que ele é…"

"Sobre a mesa, à luz de uma grande lamparina com um quebra-luz vermelho, ele desenrolou um pergaminho muito parecido com um mapa." (Cap. I)

Glóin – "O azar parecia ter contaminado o fogo…"

"Lá estavam eles sentados, carrancudos, molhados e resmungando, enquanto Oin e Gloin continuavam tentando acender o fogo, e brigando por causa disso." (Cap. II)

Trolls – "Não comemos nem sobra de carne de homem faz um tempão"

"Três pessoas muito grandes e sentadas em volta de uma fogueira muito grande de troncos de faia. Estavam assando pedaços de carneiro em longos espetos de madeira e lambendo o caldo dos dedos. Havia um cheiro agradável, de comida saborosa. Também havia um barril de boa bebida por perto, e eles estavam bebendo em canecas. Mas eram trolls. Obviamente trolls." (Cap. II)

Os Trolls – "Um ladrhobbit?"

"Excelente! – disse Gandalf, enquanto saía de trás de uma árvores e ajudava Bilbo a descer de um espinheiro. Então, Bilbo entendeu. Fora a voz do mago que mantivera os trolls discutindo e brigando." (Cap. II)

Tornando-se Pedra – "… até que a luz chegou e acabou com eles."

"Pois bem naquele momento a luz surgiu sobre a colina e ouviu-se um grande alvoroço nos galhos. Não foi William quem falou, pois transformou-se em pedra no momento em que se agachou; Bert e Tom ficaram como rochas no momento em que olharam para ele." (Cap. II)

Trolls – "Precisamos olhar lá dentro!"

"Procuraram, e logo encontraram marcas das botas de pedra dos trolls, distanciando-se por entre as árvores. Seguiram as pegadas colina acima, até que, oculta pelos arbustos encontraram uma grande porta de pedra que dava acesso a uma caverna. Mas não conseguiram abri-la, embora empurassem todos juntos e Gandalf tentasse vários encantamentos" (Cap. II)

Créditos das Imagens:
Abe Papakhian
Alan Lee
Angelo Montanini
Irmãos Hildebrandt
Jamie Chang Ponine
John Howe
J.R.R. Tolkien
Patrick Gely
Paul Greogory
Ted Nasmith

Fontes:
Livro "Tolkien: Uma Biografia" de Michael White, Ed. Imago. 2001.
DVD "J.R.R. Tolkien: Master of the Rings".
Wikipedia – Enciclopédia da Valinor
Galeria Tolkienianos
Livro: "O Atlas da Terra-média", de Karen Wynn Fonstad, Ed. Martins Fontes. 2004.

Sobre Karen:
Renomada, mestre em geografia pela Universidade de Oklahoma e professora de geografia na Universidade de Wisconsin. É autora de The Atlas of Pern, The Atlas of the Dragonlance World, The Atlas of the Land e The Forgotten Realms Atlas.