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O Hobbit: Uma Jornada Inesperada – Crítica

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A gente percebe que está ficando velho e meio escravizado quando não consegue mais vomitar de imediato uma resenha gigantesca do filme tolkieniano que acabou de ver na pré-estreia de imprensa. Lembro que eu escrevia páginas e mais páginas de uma hora pra outra e tinha uma memória fotográfica de cada cena na época em que a Saga do Anel estreou nos cinemas (tinha gente que me zoava dizendo que eu tinha passado a sessão de cinema anotando tudo, o que definitivamente eu não fazia).

Acho que não vou conseguir a mesma façanha com “O Hobbit”, mas vou tentar chegar perto. Antes de mais nada, quero deixar claro que a resenha está REPLETA de SPOILERS. Muitos SPOILERS mesmo. Cheinha. Resenha sem SPOILERS não tem graça. Então, se você ainda não viu o filme, só leia o próximo parágrafo e depois pare de ler.

Bem, arrogando-me o direito de cagar regra um pouquinho e dar meu veredicto logo de cara: o filme não tem o impacto de assistir “A Sociedade do Anel” em 2001 pela primeira vez, claro. Exagera na ação desnecessária e dá umas escorregadas de caracterização dos personagens e de humor. Não tem, nem de longe, o tom mais infantil e inocente que predomina nos primeiros capítulos do livro. Mas ainda assim é um filme para os fãs, que captura uma quantidade impressionante de informações e texturas sobre o mundo de Tolkien e dá linda forma visual a elas. Ademais, as canções, Bilbo, Gollum e até as pontinhas de Smaug valem cada minuto. E a coisa só promete melhorar daqui pra frente. O filme é arrastado? Só nas cenas de batalha, paradoxalmente. Nas passagens mais “pensadas”, o tempo te ajuda a sentir os personagens, o cenário e a história. E isso é uma grande virtude.

OK, agora vamos aos SPOILERS.

A coisa começa em Bolsão, pouco antes da Festa Muito Esperada de “A Sociedade do Anel”. O narrador, claro, é Bilbo (Ian Holm, como sempre ótimo). Vemos o velho hobbit escrevendo o Livro Vermelho e um simpático desenho dele quando jovem retratando, é claro, Martin Freeman, nosso “novo” Bilbo. Como todo mundo já viu nos trailers, Bilbo está contando a história para Frodo (Elijah Wood também aparece rapidamente, em mais de uma cena, o que me deu uma sensação de estranheza porque, afinal, o Elijah está mais velho, com uma cara bem diferente).

De qualquer jeito, Bilbo começa sua história contando sobre o reino anão de Erebor e o reino humano de Valle. As imagens são de deixar qualquer um zonzo. Com uma cara meio de Leste Europeu ou Rússia dos czares, a junção dos dois reinos é lindíssima. Vemos, por exemplo, a linhagem dos anões – o rei Thrór, seu herdeiro Thráin e, é claro, o então jovem príncipe Thorin (que ainda não era o Escudo de Carvalho).

Fica muito clara a paixão dos anões pela estrutura da terra, pelos metais e pelas pedras preciosas, aquela coisa #Aulefeelings que a gente conhece em “O Silmarillion”. E uma das cenas mais bonitas pra mostrar isso é o momento em que a Pedra Arken é encontrada — se um dia filmarem o Silma, é mais ou menos esse o look que uma Silmaril deve ter — embora a Pedra Arken NÃO seja uma Silmaril, claro.

Algumas coisas desnecessárias, porém: mostrarem o Thranduil inclinando a cabeça para o Thrór, como se fosse vassalo dele; e a ideia de que o Thrór “passou a achar que governava por direito divino”. Hein?

OK, vamos em frente. A maneira como resolvem visualmente o grande ataque de Smaug é genial, a começar pela delicada cena de uma pipa com forma de dragão antes da pancadaria. Não vemos o bicho em momento nenhum, só seu fogo e, em determinada cena, suas patas. Os pobres anões lutam bravamente, mas são detonados. E, em mais uma cena desnecessária, Thorin vê Thranduil e seu exército ao longe — desculpa, a Floresta das Trevas não fica na esquina de Erebor… — e pede ajuda. Thranduil, montado num cervo (!?), dá as costas. Essa é uma tendência do filme como um todo: tentar dar um up na inimizade entre elfos e anões sempre que possível.

Voltamos para o Condado e para o encontro fatídico entre Bilbo e Gandalf. É muito legal ver como o texto original é engraçadinho — a conversa sobre os vários sentidos da palavra “bom-dia”, o histórico familiar de Bilbo e o medão dele de aventuras etc.

Também é preciso dar muito crédito ao filme por fazer o que quase não aconteceu na Saga do Anel: realmente incorporar as canções do livro na trama. Eu fiquei cantando comigo várias vezes “that’s what Bilbo Baggins hates!” conforme os anões arrumavam a louça cantando. E a canção da Montanha Solitária, como já sabemos pelo trailer, é de deixar qualquer um arrepiado.

Falando sobre diferenças, e não semelhanças: Bilbo na verdade se recusa, inicialmente, a partir com os anões, e só muda de ideia de manhã, quando eles foram embora. Acho que OK, é só uma maneira mais “for dummies” de mostrar o medo e a indecisão dele.

A cena dos trolls é um bocado diferente também — nada de carteira falante, o que, cá entre nós, era esperado –, e começa aqui a tendência meio irritante de tentar mostrar os anões como superguerreiros o tempo todo, mas o humor funciona bem, em especial quando Bilbo tenta convencer os trolls a não comer os anões porque eles têm parasitas.

Enquanto nossos heróis continuam sua jornada rumo às montanhas, um parêntese: Radagast. Não é nem que seja um personagem de fazer você passar vergonha. É só meio… bobo. Desnecessário. OK, ele faz massagem cardíaca em ouriços de CGI, e isso é fofinho, e eu já sabia do tal trenó puxado por coelhos – “coelhos de Rhosgobel”, diz Radagast -, mas sei lá, a troco de quê?

Outra coisa que não me parece grande ideia é mostrar a transformação da Grande Floresta Verde em Floresta das Trevas “em tempo real”, durante a jornada dos anões. Isso tira um pouco do peso de estrutura histórica de milhares de anos que pra mim é um dos grandes charmes do legendarium da Terra-média. De novo, é muito for dummies a coisa. Pelo menos, ao falar com Gandalf sobre o mal que avança na floresta, Radagast diz que as aranhas parecem ser “filhas de Ungoliant”, o que é bacana.

Também acho que funcionou apenas mais ou menos a ideia de fazer com que o grande inimigo do primeiro filme fosse Azog, o Orc Fodão Albino. A perseguição e os combates constantes, bem como o flashback da batalha de Azanulbizar – a grande guerra entre anões e orcs na qual Thorin ganhou seu apelido ao usar um tronco de árvore como escudo –, até conseguem mostrar a antiga inimizade entre orcs e anões, mas acabam se tornando cansativos, e Azog, apesar de ser feioso e fortão, simplesmente não impõe muito respeito como vilão.

Ponto positivo em meio à correria: a cena em que os companheiros precisam se esconder numa “passagem secreta” que leva a Valfenda vale porque os anões são salvos pela “cavalaria élfica” de Elrond, e ela dá uma ideia muito boa, na minha opinião, de como eram os cavaleiros élficos da Primeira Era em Ard-galen, flechando os orcs de Morgoth.

A Valfenda do filme é aquela mesma que já conhecemos do das: linda e um tanto afrescalhada. Elrond até que se mostra um bom anfitrião para os anões. As cenas em que ele conta para os anões o nome das espadas Orcrist e Glamdring, bem como o momento da leitura das runas especiais do mapa de Thrór, ficaram muito bem feitas.

E, claro, temos Galadriel. Ela está bem mais bonita e bem menos creepy do que em “A Sociedade do Anel”, então ponto para o novo filme nesse sentido. Já a reunião do Conselho Branco é menos tosca que o Conselho de Elrond em “A Sociedade do Anel”, mas incomoda um pouco a ideia de que o Gandalf precisava da permissão do Saruman pra organizar a demanda de Erebor. E o papo sobre o Rei Bruxo ter sido enterrado não sei onde… alguém entendeu aquilo? Rápida nota pros fãs do livro: bacana o aspone do Elrond se chamar Lindir, não?

Seguindo em frente: a passagem das montanhas conta com uma versão absurdamente elaborada da batalha entre os gigantes descrita rapidinho no livro. Os anões simplesmente se veem presos entre os JOELHOS dos gigantes, que parecem Transformers de pedra dando porrada uns nos outros. Achei bobo, mas é questão de gosto, certo?

Mas tudo bem, isso é compensado com a chegada de Bilbo e dos anões à cidade subterrânea dos orcs e, finalmente, ao encontro entre Bilbo e Gollum. A coisa começa de um jeito assustador porque Bilbo acaba espiando, de longe, nosso preciossso amigo basicamente abatendo um orc pra comer no jantar, o que dá um certo medo dele.

Mas o jogo de adivinhas é simplesmente perfeito, até porque o texto original de Tolkien foi usado quase na sua totalidade. Que eu me lembre, só as adivinhas do girassol e a do homem, gato e peixe (four-legs, no-legs etc.) ficaram de fora – corrijam-me se eu estiver errado. E o “salto no escuro” – Bilbo, afinal, decidindo poupar a vida de Gollum – ficou genial, talvez um dos únicos pontos de sutileza num filme que não é lá muito sutil. Até o detalhe dos botõezinhos de latão caindo da jaqueta de Bilbo aparece.

Ufa – finalmente chegamos ao clímax da história. A batalha nas árvores, o fogo assustando os wargs etc. ficou bem coreografada. Thorin acaba tomando muita porrada num mano a mano com Azog, cena que em si é até bacana e emocionante. Eu só teria uma crítica mais ou menos séria a fazer: embora seja legal ver Bilbo arriscando sua vida para defender o nobre líder anão, parece-me cedo demais dar uma personalidade tão heroica ao pequeno hobbit. Por que não “guardar” isso para o confronto com as aranhas? Mas OK, é emocionante. E, quando as Águias chegam pela primeira vez, é de tirar o fôlego, certamente a cena mais caprichada envolvendo nossos amigos alados já feita, deixando no chinelo até as da Saga do Anel. Tudo coroado com o abraço de Thorin em Bilbo, reconhecendo o valor do hobbit, que me deixou emocionado.

Chave de ouro: o olhão de Smaug aparecendo debaixo do tesouro dos anões. Chega logo, dezembro de 2013!

Comentários

  1. Massa a resenha!! E sim, a cena das águias… é a melhor em 3D que já vi!! O filme só é ruim em um ponto: deixa um gostinho de quero mais e só daqui a uma ano pra ver Smaug, Beorn,a cidade do lago, a batalha de Dol Guldur… meodeos, podem esperar ‘A Desolação de Smaug’ vai ter umas 5 horas!!

    1. Gostei muito da resenha, me fez relembra bastante as cenas, e os apontamentos críticos também são muito cabíveis! A cena das águias no 3D foi pra mim chocante, chorei no cinema! e sim, que venha logo Dezembro de 2013, ainda temos muito fôlego pra perder!!!

  2. Gostei muito da crítica, você colocou pontos que nos fazem refletir sobre o filme. Para mim a cena das águas no final foram espetaculares, sem falar na música nostálgica. Parabéns.

  3. Se eu nao estou enganado, faltou esta adivinha:
    Não se pode ver, não se pode sentir,
    Não se pode cheirar, não se pode ouvir.
    Está sob as colinas e além das estrelas,
    Cavidades vazias – ele vai enchê-las.
    De tudo vem antes e vem em seguida,
    Do riso é a morte, é o fim da vida.
    (e a resposta é escuro)

  4. Ótima crítica…”o Orc Fodão Albino” ri demais kkk. Amei o filme, fiquei muito emocionada no comecinho (muita ansiedade) e no final com o abraço do Thorin. Só não concordei muito com a ideia de acirrar ainda mais a rivalidade entre os elfos e anões e o Azog ainda estar vivo, sendo que foi morto por Dáin na batalha de Azanulbizar. Quero ver onde entra o Bolg…mas tirando isso, MARAVILHOSO. A cena dos gigantes de pedra é demais!!!

  5. Será que fui só eu, ou mais alguém notou que faltaram cenas no filme? Eu senti falta de duas cenas que estão no trailer, a do Gandalf em Dol Guldur e a do Bilbo encontrando os fragmentos da Narsil em Valfenda. ;/

    Será que a do Gandalf será usada no segundo film? Porque a do Bilbo nem tem mais como ser usada, já que agora eles não voltam pra Valfenda. Ou será que as duas serão deixadas pra versão estendida? Fiquei mega curioso com isso agora. ;s

    1. A cena do Gandalf em Dol Guldur provavelmente foi para o segundo filme, já que os trailers saíram quando seriam 2 filmes, mas quando foram anunciados 3 eles tiveram que mudar o roteiro e etc (afinal o Gandalf vai para Dol Guldur enquanto os anões estão atravessando a Floresta das Trevas). Já a cena do Bilbo foi deixada para a versão estendida mesmo.

      1. Sim, mas tem aquela coisa de que, na cena em Dol Guldur que aparece no trailer, o Gandalf está duelando com um anão, que seria o pai do Thorin, e seria ali que ele daria a chave pro Gandalf, mas nesse primeiro filme o Gandalf já está com a chave, ficou meio confuso.

        A não ser, é claro, que eles usem a cena pra quando o Gandalf for ver o que realmente há em Dol Guldur, e aí encontra o Thráin, mas sem o lance da chave. Talvez seja isso.

        1. Eu acho que provavelmente é isso, mas nós só vamos saber quando lançar o segundo filme ou pelo menos o trailer dele. Ou quando sair a versão estendida.

      2. Essa cena é mais que importante de ser retratada, pois Thráin havia sido sequestrado pelos servos de Sauron e levado para Dol Guldur. Gandalf havia entrado secretamente lá e encontrado Thráin à beira da morte. Lá Thráin lhe deu uma chave e um mapa, e morreu; daí Gandalf, encontra Thorin, filho de Thráin, em Brie lá bolam planos de tomar Erebor e expulsar Smaug. Então começa a aventura

  6. As “adivinhas no escuro” ficaram realmente fantásticas!
    Considero a cena em que Bilbo poupa Sméagol a mais sensível e emocionante do filme.
    Ao contemplar a espetacular cena da Cavalaria élfica em ação, também senti um “EsQuenta-silmarilliano” , imaginando passagens bélicas da Primeira Era!
    Eu já achei pertinente, em se tratando de temática de drama, o impacto imediato da Bruxaria do Necromante sobre a Floresta Verde, tornando-a Floresta das Trevas. Por conta disso, lobos são desvirtuados de sua natureza-de-essência, transformando-se, por conta de Magia das Trevas, em feras sedentas por morte (como as crias hediondas de Ungoliant – não são aranhas, são depravações da natureza dos artrópodes: os lobos e aranhas do filme constituem uma “orquização” dos lobos e aranhas reais, Sacras Criaturas de Yavanna). E, seguindo tal corrupção na estrutura da terra (que é inspirada na corrupção de Morgoth na estrutura de Beleriand – mas em menor grau, é claro.), um furibundo ímpeto assassínio irrompe, provocando a convulsão dos gigantes nas Montanhas Nebulosas (bom, para os que acham aquilo tudo sem sentido, eu faço essa conexão temática).
    Considerei o filme Maravilhoso. É menos intenso que a Trilogia da Guerra do Anel, mas a exuberância mitológica, além de ser sem precedentes (Sim, temos Nárnia! Mas o tom infanto-juvenil da Obra de Lewis prejudica a “profundidade cultural” – elemento que a Obra de Tolkien engendra de modo singular). Como já declarei em outros comentários, alguns aspectos me desapontaram bastante. Contudo, a “escalada épica” suscita portentos para os próximos filmes!
    Ah, Imrahil, o Rei Thranduil esteve presente, justamente no momento do ataque de Smaug, porque os pássaros o avisaram sobre a aproximação do Dragão. Um torto-tordo descontou-me. Agora, o motivo de o Rei élfico não ajudar os anões, eu desconheço. Vamos ver qual será a justificativa.

    1. Segundo o que entendi do filme, os reinos humano e élfico da proximidade acabaram tendo que se curvar à riqueza e poder de Erebor. O Thranduil sendo orgulhoso não gostou nem um pouco disso. Foi por puro ego ferido. Por que ajudar aqueles que rebaixaram ele?

      1. Sim, Leandro. A caricata expressão de Thranduil, diante do Trono de Thrór, sugere isso mesmo. Mas aí ficaria desnecessário conduzir o Exército élfico até aquela “perna” da Montanha Solitária.
        Eu já acho que Thranduil marchou com o Exército para enfrentar o Dragão, que, mais cedo ou mais tarde, poderia desolar o Reino élfico e a Floresta Verde. Porém, ao notar que, tal qual Thrór, o Dragão padecia com a “febre do ouro”, o Rei Élfico optou por não desafiar Smaug – e nem sacrificar guerreiros em defesa do ouro dos anões. E aí, como vc disse, Leandro, por “puro ego ferido”, Thranduil cometeu a desonra de não auxiliar o êxodo dos anões.
        Ah, não sei se vocês concordam, mas eu acho que poderiam mencionar que Thrór estava munido de um dos “Sete Anéis” que corromperam os “Rochosos Corredores” (era o Anel que gerava a “febre do ouro”). Seria mais conexão interessante com a Trilogia da Guerra do Anel, não?

        1. Muito bom Paulo! Adorei a sua interpretação e a parte q sugere Thrór ter um dos Sete Anéis… é foda e explicaria muita coisa… acho que foi essa a ideia de Jackson no filme; e tem logica, já que Thrór é um dos Sete Reis Anões. Qnt a Thranduil… vamos lembrar rapidamente o verdadeiro motivo da rixa entre os anões e os Elfos (não todos os elfos, só os elfos silvestres)… Thingol foi morto pelo anões por causa de um Silmar* e Thranduil vivia na corte de Thingol nessa época e, se não me engano, era próximo do Rei ( o que aumentaria mais ainda o ranco). agora como Jackson vai explicar isso no filme, já não sei :/

    2. Uma coisa que encontrei…e que reforça a ideia de que Thrór tinha um do Sete: “Thráin[...] foi sequestrado pelos servos de Sauron e levado para Dol Guldur e lá foi-lhe tomado um dos anéis dos anões.[...] Gandalf havia entrado secretamente lá e encontrado Thráin à beira da morte. Lá Thráin lhe deu uma chave e um mapa, e morreu[...]“

  7. Quanto à questão do rei enterrado citado na resenha.

    Posso estar errado, mas pelo que entendi foi isso: no Conselho Branco eles deliberam sobre Dol Guldur estar ou não tomada por algum ser obscuro. Gandalf diz que Radagast aferiu que lá há alguém capaz de conjurar os mortos. Então a tal espada entra na discussão e é identificada com sendo de um tal rei enterrado em um certo lugar protegido, corroborando, portanto, que existe mesmo alguém em Dol Guldur capaz de conjurar os mortos (porque conjurou o rei morto) e ainda muito forte (visto que o rei estava enterrado em um lugar protegido).

    Ou seja, a história do rei é um recurso textual pra defender o receio de Gandalf em relação a Dol Guldur perante o Conselho Branco.

    1. Então, pelo que observei, o Rei enterrado é o Rei-Bruxo de Angmar. Mas, segundo a cronologia mitológica da obra canônica, o Rei-Bruxo, após a derrota de Sauron no cerco da Última Aliança, escondeu-se nas “sombras”. Ele não foi sepultado novamente. Sei lá. Também não compreendi.
      Eis uma coisa que acho que eles poderiam ter conectado de outra forma: penso que seria interessante a real morte de Azog em Azanulbizar. E então, por meio de necromancia e magia das trevas, o Necromante ressuscitaria Azog como um orc morto-vivo. Bom, caso alguém questione: o Necromante não poderia ressuscitar algum ser mais poderoso por conta das limitações de seu fragmentado poder.
      Desculpa, gente, exagerei. Preciso parar de viajar com “The Walking Dead”.

  8. Embora sejam normais cenas com humor em grande parte do filme, acho muito desnecessário usar isso em uma cena de batalha,o que infelizmente aconteceu. Outra coisa que nao gostei foi bilbo matar um Warg tão facilmente,isso realmente me irritou bastante,porem adorei o filme!

    1. O fato de Bilbo tem matado o warg tão facilmente pode ser atribuído à Ferroada,já que é uma espada élfica(que são muito boas contra qualquer ser maligno ao que parece)mas mesmo assim a Ferroada é dita ter mais efeitos em orcs e aranhas,nada é falado de wargs,mas assume-se que ela é efetiva contra qualquer ser maligno

  9. Concordei com quase tudo da resenha. O filme realmente tem alguma falhas de ritmo. Mas acho bem plausível o lance de acirrar a inimizade entre os elfos e anões e acho que o filme tem outras falhas, como falas inúteis ou deslocadas, sobretudo do Gandalf, e piadas sem sentido, como a dos dentes amarelos na boca do Saruman. E, sinceramente, achei totalmente sem graça e constrangedora o abraço do Bilbo e do Thorin.

    1. Não gostei da cena do abraço também! Fiquei até constrangido pela forma como foi conduzida. Achei cedo demais Thorin demonstrar qualquer afeto ao Hobbit nesse nível de dar um abraço carinhoso. Fora que o abraço foi fruto do Hobbit ter salvo a vida dele ao se interpor e desafiar Bolg em combate! Bilbo é um hobbit bem corajoso, mas naquele ponto da história ficou exagerado demais colocá-lo com tamanho heroísmo!

      1. Não dá pra colocar o Bilbo salvando o Thorin depois, na cena das Filhas De Ungoliant, em Rhovannion por que o maldito do PJ ( QUE RAIVAAAAAAAAAAAA) mudou e, ao invés do Bilbo salvar os barbudinhos vai ser o Legolas e a namorada dele (hehe, num sei se é namorada, é que eu não lembro do nome dela) salvam os Anões, o que eu ODIEI….. mas, VAMOS ESPERAR PRA VER!!!!!!! O Radagast é muito imortante e não “bobo e de dar vergonha”, além de ele ser um MAGO ele que descobre o Necromante e, é o surgimento do Sauron dpois da Ultima Aliança e é um belo de um prelúdio pro LOTR!!!!! Mas, no geral, achei a crítica um tanto quanto “sempre olhando o lado RUIM das coisas”….. podia ser melhor…

        1. Cara, nem me fale nessa namoradinha do Legolas. Mesmo sem ver uma cena dessa personagem, já estou com uma raiva maldita dela!!! rsrsrs

          Sobre a cena das aranhas, já estou imaginado a minha careta ao vê-la! Não gosto da ideia de substituir os feitos de um personagem para um outro! Na cena dos Trolls até que foi razoável passar o mérito de Gandalf para Bilbo, pois PJ precisava demonstrar pro público a perspicácia do jovem hobbit. Mas já nessa das aranhas…. sei não!

  10. Concordo com toda a resenha….Embora não concorde com alguns dos comentários feitos. O filme não tem a mesma intensidade da guerra do anel más satisfará meu desejo por bons filmes durante esses próximos três anos. Realmente adorei o filme e sei que quem realmente for fã de tolkien apesar dos defeitos do filme também vai adorar.

  11. Pessoal, será que só eu notei e ninguém mais? Tanto na resenha daqui quanto na crítica do Cinema em Cena, foi falado que Radagast resussita um ouriço. Cara, eu me acabo de rir quando imagino como seria essa cena se realmente aquilo fosse um ouriço… Pessoal, aquilo é um porco-espinho. Ouriço vive no mar rsrsrsrrsrs. No mais ótima resenha, só discordo na cena dos gigantes de pedra: eu e minha esposa adoramos o visual, ficou de cair o queixo.

    1. Hehehehehehe! O Reinaldo, responsável pela resenha acima, é repórter de Ciência, autor do livro “Além de Darwin”.

  12. hehehehehe Volto atrás!!!!! Assisti o filme de novo, dessa vez de uma posição melhor (diferente da pré-estréia em que fiquei colado na tela). E realmente é um ouriço pois cabe na palma da mão de Radagast. Os porcos-espinhos são bem maiores. Aquele não dava nem pra ser filhote… falha minha. Mas ainda não páro de pensar como seria massagear um ouriço do mar rsrsrsrs.

  13. Gostei muito da crítica,muito bem elaborada.Gostei do filme,só achei estranho as coisas que eles mudaram na história(como Azog estar vivo).E fora isso eu vi a versão dublada e devo dizer que a dublagem estava horrível comparada a do senhor dos anéis.

    1. ahahaha tive exatamente a mesma impressão, fiquei sem entender o lance do Azog ainda estar vivo e a dublagem está horrível mesmo, houve um momento que falaram “Bilbo Balseiro” e pronunciaram Gandalf errado…na segunda vez assisti legendado, muito melhor.

          1. Gândalf…… GÂNDALF!!!!!!!!!!!!!! kkkkkkkkkkkkk QUE DROGA!!!! quando eu ouvi o Frodo falando eu pensei que era apenas um erro do dublador, aí eu quase chorei quando ouvi os outros falando isso tbm….

          2. Gente, bobeira minha ou a dublagem leu vários nomes errados? Eu estou em dúvida, mas é “ThÓrin, ou ThorÍn”?
            agora, eu também escutei BALSEIRO e achei que fosse loucura minha;
            odeio filme dublado, mas fui acompanhar uns amigos e fui obrigada a ver isso……

      1. O Kili que fala Balseiro e é assim, mesmo. Ele fala algo semelhante a Boggins, em inglês, por ser meio burrinho…

  14. Discordo da sua resenha não pelo que você disse, mas pelos pressupostos da sua leitura. A meu ver, você não fez uma resenha do filme, mas uma crítica da tradução intersemiótica que constitui o filme, e uma crítica bem técnica, por mais que em linguagem tão coloquial que eu, humildemente, não entendo às vezes, como as gírias em inglês.
    Eu fui assistir ao filme sem ter relido o livro, que li há quase dez anos, mas que, como leitura muito marcante, tenho guardado bem na minha memória. Talvez isto tenha me desamarrado a ler o filme como uma recriação, uma recriação que se harmoniza muito com a minha bagagem de “tolkiendil”, e desse ponto de vista – do ponto de vista poético – o filme está impecável.

    1. Exatamente.Há uma grande diferença entre esses dois tipos de obras : livro e filme.É perceptível que a pessoa que escreveu esta crítica não discerniu, nem admite que há grandes diferenças entre esses dois tipos de obra.É por isso que utilizam “adaptação” para citar o filme.Gostei muito do livro e do filme, demais mesmo, são obras-primas particulares.O livro é excelente, e o filme também, nenhum interfere, nem deve interferir no outro.Peter e Tolkien são meus ídolos!

      1. Oi Guilherme, “quem escreveu a crítica” está aqui :P Cara, é lógico que são meios diferentes, com linguagens diferentes. Agora, isso não significa que seja preciso mudar por mudar. Algumas coisas — tipo o Azog, ou os coelhos do Radagast — não são necessidades dramáticas do meio cinematográfico, são apenas: 1)alterações pra seguir um modelinho de cinema americano de ação, que “exige” (porque se espera que a audiência é um bando de manés) alívio cômico e vilões fortões; 2)E, em muitos casos, resultado do senso de humor e de roteiro do PJ, que não é lá uma maravilha. Eu também adoro os filmes, mas não vejo motivo pra aceitar acriticamente o lado ruim deles. Abraço!

        1. Oi, queria compartilhar meus pensamentos a respeito do filme!! Li o Hobbit quando era crianca, e o senhor dos aneis tbem. Ja reli umas dez vezes cada livro, e estava mtmtmt ansiosa para ver o filme!!! Gostei muito da interpretaccao, dos atores, dos efeitos, mas realmente achei que eles extrapolaram muito tbem!! Ficou mto Hollywoodiano, as cenas nas cavernas dos orcos, céus, que exagero!!! E tbem do Radagast, mt apelacao!! Os livros do Tolkien continuam como meu favorito, e com certeza vou ver os muitos filmes que faltam ainda sobre o Hobbit, mas fiquei um pouquinho desapontada com o excesso de novidades e comercialismo do filme……

    2. Oi Lingwilókë, obrigado pela mensagem. O meu texto teve esse formato por um motivo muito simples: trocentos sites, jornais e revistas já resenharam o filme em si. A Valinor é um site feito por fãs de Tolkien, para fãs de Tolkien, então é o espaço onde vai interessar pros leitores — ou assim acho eu — uma comparação detalhada entre os filmes e os livros.

  15. Alguem ai que viu o filme dublado pode me dizer
    como ficaram as musicas dos anoes?eles dublaram
    tudo ou deixaram o audio original?
    Abraco

  16. Cara umas das coisas que eu mais estranhei no filme foi a Galadriel falando sobre onde enterraram o rei dos bruxos de Angmar(também conhecido como líder dos nâzgul).eu saí do cinema questionando tudo que sabia sobre os nazgûl depois daquela.Pesquisei nos apêndices do senhor dos anéis feito louco tentando achar alguma coisa de que ele havia sido morto e depois virado um espírito.Creio eu que como Frodo após ser esfaqueado em Amon Sul,os antigos reis não morreram,mas foram lentamente sendo transformados em espíritos sob a influência do Um sobre seus anéis.

    1. Oi Alexandre, é lógico que tudo isso é invenção do PJ. Sendo Espectros do Anel, é claro que Rei Bruxo e companhia nunca morreram de morte natural — ele só morreu por obra do Merry e da Éowyn :P

      1. Na verdade o que acontece não é a morte do Rei Bruxo, mas…como posso dizer… ele é mandado para o mundo dos espíritos. Qnd Merry o golpei, ele desfaz o encantamento q Sauron mantinha no Nazgûl, onde o “prendia” ou o firmava na terra, no mundo dos vivos. etc XD

        1. Eu acho que talvez os nazgûl não são completos espíritos,afinal desse modo acho que eles não poderiam interagir com o mundo dos vivos,acho que eles são,em certo sentido,”mortos-vivos”pertencendo aos dois mundos ao mesmo tempo.E ainda acho que quando Éowyn o golpeou ela enfraqueceu o Rei Bruxo,e creio eu , pu mandando-o para o vazio(aquele onde Morgoth está)ou o transformou num espírito fraco demais, quase imperceptível,talvez só detectado pela maldade do Rei Bruxo,como Sauron depois da destruição do anel.

  17. Crítica muito boa!

    Gostei bastante do Hobbit, a única coisa que me desagradou um pouco foi o Radagast. Ele sempre foi um dos meus personagens favoritos (sempre gostei dos Istari, incluindo Saruman, o traidor), mas ele no filme eu sinceramente não gostei, talvez fica-se melhor se fosse interpretado por um ator diferente, não sei dizer.

    Mas esse detalhe não tira a beleza geral do filme onde os 169 min passam voando.

    O melhor filme de 2012, sem mais.

  18. Uma tarde de cinema
    Eu estava extremamente estressado com aquele maldito veículo público lotado de gente. Eu e minha querida irmã Carol estávamos indo assistir um filme numa tarde de sexta-feira. Mas não era qualquer filme. Era simplesmente um filme que eu estava esperando há muito tempo. Assim como fã da saga O Senhor dos Anéis sou também fã de O Hobbit, e eu não podia perder a estréia dessa maravilhosa adaptação do cinema. O ônibus já estava lotado, mas o infeliz do motorista continuou fazendo paradas para lotar ainda mais o veículo. Faltava 10 minutos pro filme começar e eu ainda tinha um longo caminho a percorrer até o cinema.
    - Eu falei Carol, pra você não se demorar naquela loja de vestidos… Eu falei que a gente ia se atrasar. – Eu disse fitando-a. O motorista estava andando de vagar de propósito pra me irritar, ou era o que me parecia embora ele não soubesse que eu estava atrasado pro melhor evento tolkieano dos últimos meses.
    - Preocupa não maninho… Não vamos perder nem cinco minutos do seu filminho. – ela disse. Isso só foi mais combustível para meu estresse. Quando percebi, o ônibus tinha parado. Havíamos chegado ao shopping. Peguei no braço de minha irmã e desci correndo o ônibus, praticamente empurrando todo mundo. Corremos feito loucos para a entrada do shopping.
    - Calma Higor, as pessoas estão olhando.- disse ela. É claro que eu nem a ouvi. Continuamos correndo dentro do shopping, os guardas nos olhavam como se nós fôssemos fugitivos da polícia.
    - Onde mesmo que fica o centerplex cinemas? – perguntei. Ela não respondeu e isso significava que ela também não se lembrava. Que droga! Mais essa para completar o meu dia! Continuamos correndo até que avistamos uma decoração de natal em frente á uma escada rolante que me pareceu bem familiar…
    - Por ali! – disse á ela.
    Finalmente encontramos o cinema. E os ingressos? Meu coração gelou nesse momento. Olhei para as mãos de minha irmã e eles estavam lá. Dois ingressos para a estréia mundial do hobbit: uma jornada inesperada em 3D. Corremos e entramos no cinema, nos direcionamos para o inspetor na porta da sala de exibição. Minha irmã entregou os ingressos e nós prosseguimos para a sala quatro. Abri uma grande porta e me deparei com um corredor totalmente escuro. Continuei andando junto de minha irmã apalpando no escuro para ver se encontrava a próxima porta. Uma música começou a tocar e meu coração começou a bater mais rápido. Eu nunca vou me esquecer dessa melodia que caracteriza tão bem o belo e pequenino povo que são os hobbits. Comecei a ouvir a voz de Bilbo. Enfim encontrei no meio da escuridão um letreiro vermelho brilhando. Estava escrito “Em exibição: O Hobbit: uma jornada inesperada”. Empurrei a porta e entramos na sala. Não conseguia enxergar nada a não ser a tela do cinema. Quase furei o olho do cara que estava entregando os óculos 3D ao tentar encontrar o caminho no escuro. Peguei o óculos e me sentei na primeira cadeira livre que encontrei. Não dava pra mim procurar os acentos certos no escuro.
    Comecei ao lado de minha irmã uma aventura que estava começando a sentir falta no cinema. A aventura de minha vida. Nem precisam perguntar o que achei do filme pois ao ler esse texto todos devem saber minha resposta.
    Valeu tudo a pena. A espera, o estresse. Faria tudo isso outra vez sem o menor esforço.

    Escrito por Angarato Ciryatan

  19. Você fala da delicadeza da pipa, Reinaldo.
    Eu estava em cena e voando ao lado daquela pipa! Que cena maravilhosa!
    A sensação dos 48 frames foi extraordinária, nesse sentido e em todos os outros.
    Poucos segundos depois, após uma bandeira se soltar com o vento e quase acertar Thórin, eu fiquei impressionado com o impacto da labareda de Smaug que atingiu a varanda.
    Isso que é bafo de um autêntico Dragão!
    Pra finalizar, caso contrário eu ficaria aqui elogiando o filme até o lançamento do próximo, a pisada do Smaug, apenas caminhando em direção ao ouro – após forçar a entrada no reino com certa facilidade, dissolveu um anão na minha frente!
    Que bicho bruto, PQP!!!!!!!
    Sem falar na mobília de bolsão e a despensa maravilhosamente hiptotizante de Bilbo, o próprio condado (um hobbit com uma garrafinha de cerveja andando pela noite, tranquilo, lento e sempre em frente…), maquiagens, figurinos, as lindas paisagens da NZ (são infinitas?), efeitos em CG perfeitos…
    Um lindo presente de natal de alguém que nem sabe que eu existo e ainda assim, paguei por ele e sou muito grato.
    Sei criticar também, mas a imperfeição é a principal característica do homem. Sendo assim, devo deixar a minha de lado e aplaudir de pé essa obra maravilhosa que, como os três primeiros filmes que retratam a obra do professor, arrebatou meu coração durante todas as sístoles e diástoles nas quase três horas de filme.
    Que bom que você apareceu por aqui. ^^

    1. Finalmente alguém que pensa o mesmo que eu (e parece ser fã de gandalf, igualzinho a mim). Adorei o comentário do Gandafl the black e preferi ele as duas criticas postadas no site valinor.

    2. Perfeito, perfeito…PERFEITO !!! Estava esperando ler todos os comentários, para escrever algo neste sentido… nem vou precisar, melhor…impossível !!! Lá acima, também li um comentário, “… achei a crítica um tanto quanto “sempre olhando o lado RUIM das coisas”…..concordo !!!
      Enfim…
      Palavra de honra, assisti 4 vezes, sem falar que era para ser 5(“morri” com ingressos do cinépolis JK)…e irei este fim de semana novamente.

      OBS: Respeito a opinião de todos, de forma alguma é uma crítica para o dono de determinada opinião.

  20. Não li nenhum livro do Tolkien para comprar, em geral sou fã mesmo dos filmes e da história porque acho linda e emocionante e fui sabendo que o O Hobbit era mais infanto-juvenil que Senhor dos Anéis.
    Se eu tivesse lido sua resenha antes, eu teria achado o filme bobo e em geral cheio de coisas que não condizem exatamente com o livro e bem capaz de nem ter ido ver duas vezes.
    Gostei muito do filme e na segunda vez vi com quem já tinha lido os livros e também gostou bastante inclusive ponderando alguns pontos que não ficaram bem, como o rei anão ficar enlouquecido pelo ouro. Bem, são opiniões, mas sua resenha me deu uma impressão esquisita do filme hehehehe XD

  21. Eu acho que a dublagem ficou perfeita, principalmente porque eles corrigiram algumas pronúncias como “Guendalf”, pois está errado. A pronúncia certa é “Gândalv”, pq segundo Tolkien, no fim de palavras em élfico o f tem som de v. Mas essa nova dublagem ficou mais correta a pronuncia, ainda que não perfeita.

  22. Outro grande destaque do elenco foi Richard Armitage, intérprete do líder dos anões, Thorin Oakenshield (eu prefiro falar Escudo de Carvalho, mas enfim q). Armitage simplesmente superou todas minhas expectativas em relação à adaptação ao papel. Ele realmente encarnou o espírito do filme e foi simplesmente genial. Espero que agora ele realmente ganhe espaço para mostrar o grande ator que ele em outras produções. Quantos aos anões, não houve escolha melhor. Eles simplesmente foram tudo o que eu esperava, e principalmente gostei do destaque que deram para o Kili (aka um dos meus anões favoritos) interpretado pelo Aidan Turner. Palmas também para os nossos já conhecidos (e amados, lindo e perfeitos) Sir Ian McKellen, Sir Ian Holm, Andy Serkis, Cate Blanchett, Christopher Lee, Hugo Weaving e Elijah Wood que mais uma vez mostraram seus talentos na tela.

  23. Eu adorei o filme. Estava muito ansiosa. O Condado, para mim, foi perfeito. Quantos detalhes…
    Quando surgiu a cena do Golum, uuaaaal. As pessoas do cinema ficaram eufóricas .
    Muito bom. A cena das aves em 3D…Perfeita! Só fiquei triste quando vi que estava acabando o filme.
    Adorei!

  24. Sigo o pensamento das criticas….
    Coloco somente uma questão, Vocês tambem perceberam como as armas de Dwalin presas em suas costas na entrada de Valfenda, são claramente leves e feitas de plastico.
    Só para ser chato e procurar defeito. Mas achei o filme incrível.

    1. Também tive a impressão de que estavam balançando demais para serem metal, mas pensei que fosse coisa da minha cabeça. Eles também mudaram o número de dentes do Gollum, que na verdade são seis em vez de nove…mas são coisinhas banais.

  25. Na saga do anel, Bilbo (e os demais hobbits) tinha altura da coxa de Gandalf e agora ele tem a altura do peito de Gandalf. Quem cresceu ou quem diminuiu na estória?

  26. Gente, só eu que achei o Azog a cara do Benedict Cumberbatch? Hahaha! Eu sei que ele vai interpretar o Smaug… Mas o Azog tava a cara dele!!

    Ah, e só um comentário sobre o filme: eu acredito que nenhum diretor no mundo jamais faria uma melhor adaptação dos livros de Tolkien que o Peter Jackson! Ele arrasou! Erros de filme adaptados de livro são do nível: não teriam nem os 13 anões!

  27. Olá, povo bom!
    Entrei aqui mais para tirar uma dúvida do que comentar.
    Ao contrário de uma vasta maioria (dos que leram o livro dO Hobbit), acho Thranduil enérgico e extremamente cauteloso do que arrogante. Afinal, os anões são estranhos, com intenções não explicadas dentro de seu reino o qual ele tem que proteger de forças inimigas que constantemente avançam e ainda por cima de uma aproximação do Necromante. Para mim sua sua postura, vista por muitos como arrogante perante os anões, foi um verdadeiro rei que quer proteger seu reino. Onde quero chegar? Em alago meio polêmico. Longe de mim criticar o professor Tolkien! Mas desde que li O Hobbit, quando se falava da inimizade dos anões e de Thranduil ser em virtude do não pagamento das jóias, será o querido professor não misturou um pouco as idéias com o Thingol??? Sei lá… Achei parecido demais… e confuso. Também concordo com o Imrahil: a Floresta das Trevas não é na esquina… Os pássaros avisaram Thranduil quando Vale foi atacada. Também concordo com a Ana Carolina: a cena na qual Thranduil não auxilia Thorin é apenas para dar uma explicação do por que elfos e anões não se dão, mas… Ao ler o Silmarillion fica claríssima a explicação de quando e onde isso começou. Honestamente, a explicação dada em O Hobbit, ou é um acontecimento muito parecido (pisada na bola, desculpem) ou realmente apenas para explicar algo que virá lá frente.
    Beijos, gente! Parabéns pelos comentários.
    Carnillë

  28. Eu, como um fã dos livros, tenho certeza que o Tolkien NUNCA deixaria suas histórias virarem filmes. Vocês todos estão iludidos com Hollywood e com PJ, principalmente as garotas. Tá na cara que esse filme não tem “alma” nenhuma, e eu não me considero O Sábio, mas se vocês enxergarem Além verão…